Evangelho (João 20,19-31)
Domingo, 11 de Abril de 2010
2º Domingo da Páscoa Divina Misericórdia
— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”
Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.
28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”
29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
sábado, 10 de abril de 2010
O fundamento da misericórdia está na confiança
A palavra que vamos partilhar está em ( São Lucas 15, 11,32).
“O vaso que acolhe o coração do Pai chama-se confiança”. (Santa Faustina) Não existe um discípulo da misericórdia que não se deixe tomar pelo amor misericordioso de Deus. Do portão de casa pra fora é fácil viver a “misericórdia”, todo mundo é bom e misericordioso. Mas na vida daqueles que conhecem as nossas misérias, não é fácil viver a misericórdia. O demônio sabe que a misericórdia de Deus é infinita, que ele não possui a última palavra em nossa vida, ele quer que não consigamos ver o Senhor como Ele é.
Padre Pacheco
Foto: Carlos Eduardo
São Lucas quer apresentar um Deus que é Pai tomado de compaixão, de misericórdia, que perdoa, acolhe, quer nos apresentar um Deus que nos resgata. O demônio sabe: “Quando fazemos o encontro pessoal com Deus, a nossa vida nunca mais se torna a mesma”. A desconfiança nos faz sairmos da presença do Pai.
E caímos na bobagem de pedir a parte na herança. Herança? Só existe uma, que é Deus. Precisamos cair em nós mesmos e voltarmos para casa. É preciso nos perguntarmos: “O que eu estou fazendo de minha vida?” O ingresso para entrar na misericórdia é a nossa miséria, através o pecado. Miserável é aquele que é necessitado da misericórdia, que somos nós.
Ao voltar para casa o filho prepara um discurso: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Quando chega em casa, não foi o filho que viu o pai, mas o pai que viu o filho de longe.
Se eu chegasse agora em minha casa, e só tocasse na corrente do portão. Minha mãe saberia que era eu. Pai e mãe conhece o filho de longe, pois conhece o filho que tem. Se conhecemos o filho de longe imagina Deus? “O pai viu o filho se aproximar, e tomado de compaixão correu ao seu encontro.”
'Precisamos pedir a graça da libertação da concepção errada ao Senhor'
Entrei para o seminário aos 13 anos. Meus pais foram as pessoas que mais me trouxeram dificuldades para que eu pudesse ser padre. Meu pai foi tão pai, que eu queria ser pai para os meus filhos. A mesma saudade que eu tinha de meus pais, eles também a tinham. Imagina a saudade do Pai por nós.
'Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.' Ele apertou o filho com força, mas o enchendo de beijos. O discípulo da misericórdia não pode apertar ninguém sobre o passado da vida dos outros. Não conseguimos amar pois estamos ressentidos. Jesus nunca perguntou sobre o passado de ninguém. Acolher, não significa aceitar o pecado do outro, mas amar. Esta foi a atitude do pai que não o questionou. Como é bom sermos abraçados por Deus!
Tive a graça de fazer uma experiência com o Senhor aos 5 anos. Em um hospital vi imagem de Jesus, naquele momento estava próximo ao ouvido do meu pai e ali cochichando disse: “Seu veio, quem é aquele homem no fundo daquela parede?” Ele disse: “Tu não conhece?” Foi o próprio Senhor me falando naquele momento. “Você não faz ideia de quem Ele é?” Foi Ele que deu você para mim.
Enquanto muitos pais deveriam levar e seus filhos para Deus, estão o levando para “zona”. Ainda não há a misericórdia na nossa casa, pois não estamos levando o testemunho. Meu pai e minha mãe foram o canal de misericórdia para mim e meus irmãos. Não devemos questionar as pessoas que amamos. Quando o filho começou a falar: Trata-me como a um dos teus empregados’. Seu pai pediu para que matassem um boi.
Para ter um boi da qualidade narrado por Lucas, foi por mais de 6 meses tratando do animal. O pai sabia que o filho iria voltar e sabendo não se preocupou com a maneira que chegaria. Para dizer que Deus não nos olha como chegamos, o que importa para Ele é que estamos chegando.
O que nos faz perder a confiança em Deus é a concepção como Deus nos olha, a nossa confiança em Deus. Você não é amado pelo que faz, mas pelo que é. Lugar do filho é no colo do Pai. Porque o filho mais velho se encolerizou? ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.´ Ele não se tornou o canal da misericórdia, mas um trator na vida do outro. Quando eu faço a experiência: Sou amado pelo que sou filho de Deus. Quando o outro faz errado, eu me compadeço.
Em Bethânia, certa vez chegou um filho andarilho que não conseguia tirar o calçado dos pés, pois estava inchado devido aos dez dias caminhando. A perna desta pessoa cheirava de carniça, mesmo depois de tomado o banho. E, naquela sala rezando o terço não aguentávamos o cheiro. O odor de Cristo não é fácil, acredito que Jesus estava ali naquele homem. Ele resolveu pedir a herança e assim como filho pródigo. Depois de algum tempo, ele voltou entorpecido com um discurso igual ao filho mais moço disse: “Eu vim aqui para ver se tem alguma vaga. Se não tiver, poderia me arrumar uma comida?” Não poderia deixar ele ir embora. Não tinha vagas, disse: Daqui deste lugar tu não vai levar comida nenhuma, eu pensei em te levar para onde estava, mas não! Porque você vai ficar aqui, é tua casa.
Naquele momento o efeito da droga saiu daquele filho. Só toca na misericórdia, quem acredita em Deus. Aquele que foi tocado pela misericórdia com certeza sera o canal. Depois de tomado banho, disse: “Vamos dormir?”. Ele me respondeu: “Quero rezar com vocês por esta graça.”
Precisamos pedir a graça da libertação da concepção errada ao Senhor. O Senhor não esta ao nosso lado, pois Ele sempre esteve dentro de nós.
A palavra que vamos partilhar está em ( São Lucas 15, 11,32).
“O vaso que acolhe o coração do Pai chama-se confiança”. (Santa Faustina) Não existe um discípulo da misericórdia que não se deixe tomar pelo amor misericordioso de Deus. Do portão de casa pra fora é fácil viver a “misericórdia”, todo mundo é bom e misericordioso. Mas na vida daqueles que conhecem as nossas misérias, não é fácil viver a misericórdia. O demônio sabe que a misericórdia de Deus é infinita, que ele não possui a última palavra em nossa vida, ele quer que não consigamos ver o Senhor como Ele é.
Padre Pacheco
Foto: Carlos Eduardo
São Lucas quer apresentar um Deus que é Pai tomado de compaixão, de misericórdia, que perdoa, acolhe, quer nos apresentar um Deus que nos resgata. O demônio sabe: “Quando fazemos o encontro pessoal com Deus, a nossa vida nunca mais se torna a mesma”. A desconfiança nos faz sairmos da presença do Pai.
E caímos na bobagem de pedir a parte na herança. Herança? Só existe uma, que é Deus. Precisamos cair em nós mesmos e voltarmos para casa. É preciso nos perguntarmos: “O que eu estou fazendo de minha vida?” O ingresso para entrar na misericórdia é a nossa miséria, através o pecado. Miserável é aquele que é necessitado da misericórdia, que somos nós.
Ao voltar para casa o filho prepara um discurso: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Quando chega em casa, não foi o filho que viu o pai, mas o pai que viu o filho de longe.
Se eu chegasse agora em minha casa, e só tocasse na corrente do portão. Minha mãe saberia que era eu. Pai e mãe conhece o filho de longe, pois conhece o filho que tem. Se conhecemos o filho de longe imagina Deus? “O pai viu o filho se aproximar, e tomado de compaixão correu ao seu encontro.”
'Precisamos pedir a graça da libertação da concepção errada ao Senhor'
Entrei para o seminário aos 13 anos. Meus pais foram as pessoas que mais me trouxeram dificuldades para que eu pudesse ser padre. Meu pai foi tão pai, que eu queria ser pai para os meus filhos. A mesma saudade que eu tinha de meus pais, eles também a tinham. Imagina a saudade do Pai por nós.
'Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.' Ele apertou o filho com força, mas o enchendo de beijos. O discípulo da misericórdia não pode apertar ninguém sobre o passado da vida dos outros. Não conseguimos amar pois estamos ressentidos. Jesus nunca perguntou sobre o passado de ninguém. Acolher, não significa aceitar o pecado do outro, mas amar. Esta foi a atitude do pai que não o questionou. Como é bom sermos abraçados por Deus!
Tive a graça de fazer uma experiência com o Senhor aos 5 anos. Em um hospital vi imagem de Jesus, naquele momento estava próximo ao ouvido do meu pai e ali cochichando disse: “Seu veio, quem é aquele homem no fundo daquela parede?” Ele disse: “Tu não conhece?” Foi o próprio Senhor me falando naquele momento. “Você não faz ideia de quem Ele é?” Foi Ele que deu você para mim.
Enquanto muitos pais deveriam levar e seus filhos para Deus, estão o levando para “zona”. Ainda não há a misericórdia na nossa casa, pois não estamos levando o testemunho. Meu pai e minha mãe foram o canal de misericórdia para mim e meus irmãos. Não devemos questionar as pessoas que amamos. Quando o filho começou a falar: Trata-me como a um dos teus empregados’. Seu pai pediu para que matassem um boi.
Para ter um boi da qualidade narrado por Lucas, foi por mais de 6 meses tratando do animal. O pai sabia que o filho iria voltar e sabendo não se preocupou com a maneira que chegaria. Para dizer que Deus não nos olha como chegamos, o que importa para Ele é que estamos chegando.
O que nos faz perder a confiança em Deus é a concepção como Deus nos olha, a nossa confiança em Deus. Você não é amado pelo que faz, mas pelo que é. Lugar do filho é no colo do Pai. Porque o filho mais velho se encolerizou? ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.´ Ele não se tornou o canal da misericórdia, mas um trator na vida do outro. Quando eu faço a experiência: Sou amado pelo que sou filho de Deus. Quando o outro faz errado, eu me compadeço.
Em Bethânia, certa vez chegou um filho andarilho que não conseguia tirar o calçado dos pés, pois estava inchado devido aos dez dias caminhando. A perna desta pessoa cheirava de carniça, mesmo depois de tomado o banho. E, naquela sala rezando o terço não aguentávamos o cheiro. O odor de Cristo não é fácil, acredito que Jesus estava ali naquele homem. Ele resolveu pedir a herança e assim como filho pródigo. Depois de algum tempo, ele voltou entorpecido com um discurso igual ao filho mais moço disse: “Eu vim aqui para ver se tem alguma vaga. Se não tiver, poderia me arrumar uma comida?” Não poderia deixar ele ir embora. Não tinha vagas, disse: Daqui deste lugar tu não vai levar comida nenhuma, eu pensei em te levar para onde estava, mas não! Porque você vai ficar aqui, é tua casa.
Naquele momento o efeito da droga saiu daquele filho. Só toca na misericórdia, quem acredita em Deus. Aquele que foi tocado pela misericórdia com certeza sera o canal. Depois de tomado banho, disse: “Vamos dormir?”. Ele me respondeu: “Quero rezar com vocês por esta graça.”
Precisamos pedir a graça da libertação da concepção errada ao Senhor. O Senhor não esta ao nosso lado, pois Ele sempre esteve dentro de nós.
“Ser padre é ser Cristo no mundo de hoje”
O especial Ser Padre de hoje homenageia os 40 anos de sacerdócio do Padre José Mazine Rodrigues. Ele que já passou por tantas Paróquias, levando a Palavra de Deus para os fiéis, e também ultrapassou os muros da Igreja, com a fundação dos Círculos Bíblicos, é um exemplo de sacerdote que, com muita determinação, nunca pensou em ser outra coisa senão padre.
Padre Mazine foi ordenado no dia 12 de dezembro de 1970. Trabalhou no Seminário São José, por dez anos, na formação dos seminaristas. Em 1980, no bairro de Bangu, foi Pároco da Paróquia Cristo Ressuscitado por oito anos. Em seguida, foi por dois anos Pároco da Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças, em Realengo. Depois atuou ainda comoVigário Episcopal, durante 15 anos, no Vicariato Oeste, onde trabalhou na fundação dos Círculos Bíblicos – trabalho pelo qual sente muito orgulho.
- É uma grande missão esse trabalho com os Círculos Bíblicos. Eu descobri o valor deles e aprendi que é uma Igreja que vai ao encontro do povo. Não bastava esperar o povo ir à Igreja, explicou o padre.
Padre Mazine lembra dos amigos padres que, junto com ele, acreditaram nos Círculos Bíblicos.
- Padre João Cribbin, Padre Lucio Zorzi, Padre Geraldo Marques... Junto com eles percebi a necessidade de buscar o pessoal afastado evangelizando e ensinando o que é a vida de comunidade. Uma Igreja que vai ao encontro do povo é uma Igreja missionária, e eu acredito muito nessa parte, destaca o padre.
Outro trabalho que Padre Mazine ressalta é o que realiza com os jovens — vocações sacerdotais religiosas e missionárias. Ele informa que muitos padres hoje são sacerdotes porque ele trabalhou com o grupo vocacional do Vicariato Oeste.
Hoje, Padre Mazine realiza esse trabalho vocacional na Paróquia São Benedito de Pilares, onde é Pároco há dez anos. Sua Paróquia atende mais de 70 mil pessoas. Ele realiza um trabalho junto com jovens, onde, hoje, 18 homens estão no Seminário São José.
Para o Padre Mazine, Ser Padre é algo sublime, é ser Cristo no mundo de hoje. É realizar sua missão, sendo sempre fiel ao sacerdócio.
- Ser padre é motivo de alegria: servir aos irmãos, evangelizar, celebrar a eucaristia, perdoar os pecados e, acima de tudo, ir ao encontro dos irmãos, reunindo e recolhendo os que estão afastados da Igreja, finalizou.
O especial Ser Padre de hoje homenageia os 40 anos de sacerdócio do Padre José Mazine Rodrigues. Ele que já passou por tantas Paróquias, levando a Palavra de Deus para os fiéis, e também ultrapassou os muros da Igreja, com a fundação dos Círculos Bíblicos, é um exemplo de sacerdote que, com muita determinação, nunca pensou em ser outra coisa senão padre.
Padre Mazine foi ordenado no dia 12 de dezembro de 1970. Trabalhou no Seminário São José, por dez anos, na formação dos seminaristas. Em 1980, no bairro de Bangu, foi Pároco da Paróquia Cristo Ressuscitado por oito anos. Em seguida, foi por dois anos Pároco da Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças, em Realengo. Depois atuou ainda comoVigário Episcopal, durante 15 anos, no Vicariato Oeste, onde trabalhou na fundação dos Círculos Bíblicos – trabalho pelo qual sente muito orgulho.
- É uma grande missão esse trabalho com os Círculos Bíblicos. Eu descobri o valor deles e aprendi que é uma Igreja que vai ao encontro do povo. Não bastava esperar o povo ir à Igreja, explicou o padre.
Padre Mazine lembra dos amigos padres que, junto com ele, acreditaram nos Círculos Bíblicos.
- Padre João Cribbin, Padre Lucio Zorzi, Padre Geraldo Marques... Junto com eles percebi a necessidade de buscar o pessoal afastado evangelizando e ensinando o que é a vida de comunidade. Uma Igreja que vai ao encontro do povo é uma Igreja missionária, e eu acredito muito nessa parte, destaca o padre.
Outro trabalho que Padre Mazine ressalta é o que realiza com os jovens — vocações sacerdotais religiosas e missionárias. Ele informa que muitos padres hoje são sacerdotes porque ele trabalhou com o grupo vocacional do Vicariato Oeste.
Hoje, Padre Mazine realiza esse trabalho vocacional na Paróquia São Benedito de Pilares, onde é Pároco há dez anos. Sua Paróquia atende mais de 70 mil pessoas. Ele realiza um trabalho junto com jovens, onde, hoje, 18 homens estão no Seminário São José.
Para o Padre Mazine, Ser Padre é algo sublime, é ser Cristo no mundo de hoje. É realizar sua missão, sendo sempre fiel ao sacerdócio.
- Ser padre é motivo de alegria: servir aos irmãos, evangelizar, celebrar a eucaristia, perdoar os pecados e, acima de tudo, ir ao encontro dos irmãos, reunindo e recolhendo os que estão afastados da Igreja, finalizou.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Formações
Ressurreição de Jesus
Se a ressurreição de Jesus fosse fraude, os judeus a teriam desmentido
delicious twitter A ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).
Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo São Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).
São Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).
“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).
A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles” (Lc 24, 34ss).
Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.
Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muitos realistas que, inclusive, duvidaram a princípio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).
Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).
E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi um escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não serem presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.
A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé... Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).
A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).
Felipe Aquino
Ressurreição de Jesus
Se a ressurreição de Jesus fosse fraude, os judeus a teriam desmentido
delicious twitter A ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).
Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo São Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).
São Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).
“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).
A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles” (Lc 24, 34ss).
Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.
Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muitos realistas que, inclusive, duvidaram a princípio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).
Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).
E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi um escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não serem presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.
A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé... Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).
A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).
Felipe Aquino
Formações
1º de abril, um dia para se falar a verdade
Precisamos testemunhar a verdade
delicious twitter O folclórico dia da mentira tem sua origem na confusão de um calendário. O fato ocorreu por volta do século XV, quando o então rei da França Carlos IX decretou o início do ano corrente como o 1º de Janeiro, seguindo o calendário gregoriano.
Alguns camponeses e povoados mais distantes do rei não acreditaram no decreto e continuaram a celebrar o início do ano em 1º de Abril, isso fez com que passassem a ser ridicularizados pelo restante da população com brincadeiras de notícias mentirosas. Estas “peças” passaram a fazer parte da celebração do 1º de Abril que, ao longo do tempo, tomou conta de toda a França e do mundo, ora com o nome de “dia da mentira”, ora como o “dia dos tolos”.
Hoje, o dia da mentira é tido como uma brincadeira. Com a globalização, a data ganhou destaque em importantes meios de comunicação e, com o advento da internet, agências de notícias famosas fizeram circular notícias bizarras como forma de celebração desse dia.
Brincadeiras e folclore à parte, a verdade é que mentira pode provocar consequências desastrosas para um País, para uma família, uma empresa, uma pessoa. Como dizia Gandhi: “assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.”
No Brasil, por exemplo, sofremos há anos as consequências da falta de transparência de nossos governantes. A mentira está a serviço da corrupção, que é a maior vilã de nossa sociedade. Os princípios que regem a mentira, o juízo falso de valores e o engano proposital são os geradores de grande parte das mazelas sociais que os brasileiros já testemunharam. A impunidade, a violência, principalmente nas cidades de porte médio, antes locais seguros, só têm crescido na última década, ao mesmo tempo em que os investimentos na saúde pública são ainda desproporcionais à demanda, e a educação não é vista como prioridade para o desenvolvimento do país.
A nossa sociedade está sofrendo também as consequências do abandono e do esquecimento da verdade e dos valores cristãos. No dia da mentira é verdade que não temos mais tempo para nossos filhos, é verdade que não nos reunimos em família, não temos tempo para ir à Igreja, é verdade também que a dignidade e o direito mais básico, o de viver, já não faz tanto sentido. De fato, temos aqui muitos motivos para neste 1º de Abril lamentar as consequências da mentira em nossas vidas.
Mesmo que no dia 1º de Abril contemos alguma mentiras para não deixar passar em branco esta “brincadeira”, a verdade é que temos sede de sinceridade, queremos a confiança, queremos reciprocidade, queremos nos manifestar tal como somos, pois não aguentamos por muito tempo a dissimulação, a falsidade e a corrupção. Algo dentro de nós grita pelo verdadeiro e autêntico. No fundo, todo homem anseia viver em comunidade para partilhar a verdade e a justiça.
Jesus disse: “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (João 8, 32). Aprendamos que só a verdade nos torna pessoas livres, o bem mais precioso para o homem. É na liberdade que começa e termina todos os nossos caminhos, ela é a pérola do nosso querer.
No dia da mentira precisamos redescobrir a nossa vocação de testemunhar e comunicar a verdade. Não suportamos mais o que o Papa Bento XVI classificou como a “ditadura do relativismo”, queremos mesmo é a liberdade que vem pela verdade. Vivemos tempos de desconfiança e opressão pela mentira, ora lá, ora cá, nos perguntamos se não estamos sendo enganados, pois quem sabe nos acostumamos com o falso...
No dia da mentira só me resta dizer: Brasil, lute pela verdade!
Daniel Machado
conteudweb@cancaonova.com
Daniel Machado, missionário da Comunidade Canção Nova é formado em Filosofia pelo Instituto Canção Nova de Filosofia
1º de abril, um dia para se falar a verdade
Precisamos testemunhar a verdade
delicious twitter O folclórico dia da mentira tem sua origem na confusão de um calendário. O fato ocorreu por volta do século XV, quando o então rei da França Carlos IX decretou o início do ano corrente como o 1º de Janeiro, seguindo o calendário gregoriano.
Alguns camponeses e povoados mais distantes do rei não acreditaram no decreto e continuaram a celebrar o início do ano em 1º de Abril, isso fez com que passassem a ser ridicularizados pelo restante da população com brincadeiras de notícias mentirosas. Estas “peças” passaram a fazer parte da celebração do 1º de Abril que, ao longo do tempo, tomou conta de toda a França e do mundo, ora com o nome de “dia da mentira”, ora como o “dia dos tolos”.
Hoje, o dia da mentira é tido como uma brincadeira. Com a globalização, a data ganhou destaque em importantes meios de comunicação e, com o advento da internet, agências de notícias famosas fizeram circular notícias bizarras como forma de celebração desse dia.
Brincadeiras e folclore à parte, a verdade é que mentira pode provocar consequências desastrosas para um País, para uma família, uma empresa, uma pessoa. Como dizia Gandhi: “assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.”
No Brasil, por exemplo, sofremos há anos as consequências da falta de transparência de nossos governantes. A mentira está a serviço da corrupção, que é a maior vilã de nossa sociedade. Os princípios que regem a mentira, o juízo falso de valores e o engano proposital são os geradores de grande parte das mazelas sociais que os brasileiros já testemunharam. A impunidade, a violência, principalmente nas cidades de porte médio, antes locais seguros, só têm crescido na última década, ao mesmo tempo em que os investimentos na saúde pública são ainda desproporcionais à demanda, e a educação não é vista como prioridade para o desenvolvimento do país.
A nossa sociedade está sofrendo também as consequências do abandono e do esquecimento da verdade e dos valores cristãos. No dia da mentira é verdade que não temos mais tempo para nossos filhos, é verdade que não nos reunimos em família, não temos tempo para ir à Igreja, é verdade também que a dignidade e o direito mais básico, o de viver, já não faz tanto sentido. De fato, temos aqui muitos motivos para neste 1º de Abril lamentar as consequências da mentira em nossas vidas.
Mesmo que no dia 1º de Abril contemos alguma mentiras para não deixar passar em branco esta “brincadeira”, a verdade é que temos sede de sinceridade, queremos a confiança, queremos reciprocidade, queremos nos manifestar tal como somos, pois não aguentamos por muito tempo a dissimulação, a falsidade e a corrupção. Algo dentro de nós grita pelo verdadeiro e autêntico. No fundo, todo homem anseia viver em comunidade para partilhar a verdade e a justiça.
Jesus disse: “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (João 8, 32). Aprendamos que só a verdade nos torna pessoas livres, o bem mais precioso para o homem. É na liberdade que começa e termina todos os nossos caminhos, ela é a pérola do nosso querer.
No dia da mentira precisamos redescobrir a nossa vocação de testemunhar e comunicar a verdade. Não suportamos mais o que o Papa Bento XVI classificou como a “ditadura do relativismo”, queremos mesmo é a liberdade que vem pela verdade. Vivemos tempos de desconfiança e opressão pela mentira, ora lá, ora cá, nos perguntamos se não estamos sendo enganados, pois quem sabe nos acostumamos com o falso...
No dia da mentira só me resta dizer: Brasil, lute pela verdade!
Daniel Machado
conteudweb@cancaonova.com
Daniel Machado, missionário da Comunidade Canção Nova é formado em Filosofia pelo Instituto Canção Nova de Filosofia
D. Henrique Soares da Costa
Bispo auxiliar de Aracaju, SE
Caro Internuta, leia este texto da cronista italiana Benedetta Sangirardi. Não gosto de insistir sobre certos assuntos sensacionalistas, mas aqui, penso é preciso deixar as coisas o mais claro possível! O texto é muito bom e deve ser lido. Vejamos que escândalos vão ainda tirar do baú contra o Papa e contra a Igreja… Uma coisa é certa: Bento XVI vai aparecendo cada vez mais como um gigante homem de fé de moral admirável! Que Papa, que grande Pastor, o Senhor os concedeu!
O que está acontecendo? Há um complô contra a Igreja? Os casos de pedofilia se sucedem nas páginas dos jornais. Quase um por dia. O que há de verdadeiro e de falso nesta questão? E por que estão aparecendo agora todos os casos (gravíssimos) de pedofilia dentro da Igreja? Alguém está querendo colocar para fora Bento XVI? Segundo quanto parece a Affaritaliani.it colhido de fontes críveis vizinhas ao Vaticano, a vontade é exatamente de jogar na lama a Igreja. trata-se, em suma, de uma verdadeira e própria campanha midiática contra o Papa.
Um complô, uma trama anticatólica vinda de certa cultura presente no Ocidente. A voz da Igreja, aos olhos desta cultura, sendo livre e não manipulável, cria não poucos problemas (basta pensar na constante defesa da vida e da dignidade da pessoa contra os interesses de alguns). Não é por acaso que muitos desses “episódios” e acusações de pedofilia venham do Exterior. E não é por acaso que a palavra “lobby” tenha sido cunhada exatamente nos países nos quais é mais presente esta matriz cultural. Mas, vamos por ordem.
Estamos assistindo a um verdadeiro e próprio ataque que objetiva desacreditar a Igreja e o Pontífice através das armas principalmente midiáticas. Basta tomar os casos que estão enchendo as páginas dos jornais.
Têm todas as características de ser episódios do passado, já encerrados e conhecidos, em grande parte já tratados antes pela mídia. E agora são colocados a público um a um, com certa cadência , para produzir o máximo de efeito.
Desde o início a manobra foi clara: chegar ao Pontífice. Partiu-se da tentativa de envolver o irmão do Papa, noticiando os dois casos de abuso sexual no coro de Ratisbona, que na realidade aconteceram anos antes do trabalho de Georg Ratzinger e, sobretudo, eram já conhecidos e encerrados juridicamente. Mas, o nome “Ratzinger” permaneceu lá, nos títulos dos jornais. Depois, trouxeram à luz outro caso já conhecido e encerrado, o do assim chamado “padre H”, na Arquidiocese de Munique, nos inícios dos anos 80. Também este um caso já tratado a seu tempo, no qual era já havia sido constatada - até pelo tribunal que julgou o acusado - a total falta de ligação com o então Arcebispo Ratzinger. O último caso aparecido no New York Times é mais uma tentativa: também aqui os documentos dizem que a Congregação para a Doutrina d a Fé, consultada 20 anos depois dos fatos (os abusos tinham ocorrido nos anos 70), convidou a conservar o sacerdote em questão, mas distante das atividades pastorais, mesmo tendo se passado tantos anos sem evidência de outros crimes e apesar de a justiça civil já ter arquivado o caso.
Os números – Ao estalar dos casos singulares (sempre os mesmos de décadas tirados agora do baú) une-se o inchaço das cifras para dar a idéia se um fenômeno extenso e incontrolável. Um exemplo iluminante é a cifra de 4000 casos de abuso nos Estados Unidos que continuamente é repetida. O que se omite dizer é que das 4000 acusações (não sentenças), as que diziam respeito a pedofilia eram 950, que resultaram em 54 condenações, em um período de quarenta anos. Os sacerdotes nos Estados Unidos são 109.000.
Os documentos – Um outro elemento é a citação imprópria dos documentos como se existissem redigidos secretamente para encobrir os crimes dos pedófilos. A realidade é que nos dois documentos mais importantes, (públicos e consultáveis também online) o “Crimen sollicitationis”, de 1922 reeditado em 1962 por João XXIII e o “De delictis gravioribus”, de 2001 assinado pelo então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Ratzinger, está escrito em alto e bom tom que os crimes devem ser pontualmente denunciados e julgados canonicamente.
O problema é que os documentos são redigidos em latim e algumas péssimas traduções, unidas à má fé, levaram a confundir frases dando-lhes o sentido contrário. Mas, também aqui, nos títulos dos jornais, ficou a impressão de que as altas esferas mandavam ocultar os casos.
A realidade é que um sacerdote que se manha com o crime da pedofilia é uma coisa repugnante, mesmo que seja um só. Assim como é terrível o fato que qualquer expoente da Igreja haja conhecido e escondido os casos. Mas pintar a Igreja como um covil de pedófilos e o Papa e os hierarcas como empenhados a esconder não somente é falso como é exatamente o contrário da realidade!
Os inimigos do Papa Bento
Arquivado em: Papa Bento XVI — Prof. Felipe Aquino at 9:28 pm on segunda-feira, março 29, 2010
2
tweets
retweet D. Henrique Soares da Costa
Bispo auxiliar de Aracaju, SE
Meu caro Internauta, a Igreja e, de modo particular, um papa, não podem e não devem ficar preocupados em aparecer de modo belo diante da imprensa mundial e muito menos buscar os seus aplausos, ainda que, atualmente, poucas realidades do nosso mundo globalizado sobretudo midiaticamente tenham um poder ao menos próximo daquele dos meios de comunicação.
E, no entanto, não deixa de ser porco, realmente nojento – a expressão é esta e não há outra – a campanha desses meios de comunicação contra a Igreja e, de modo específico, contra o Papa Bento XVI. Todos aqueles que são bem informados sabem que esses meios nunca gostaram do Cardeal Ratzinger. Recordam as manchetes quando da sua eleição? Lembram do rosto do Papa dentro dum bloco de gelo, para dizer que a Igreja agora estava congelada? Foi a capa da Veja. Há jornais que são particularmente desonestos e maquiavélicos quando se trata de Bento XVI: penso no The New York Times, um jornal patologicamente anticatólico; penso no italiano La Reppubblica, que é a voz de tudo quanto na Itália possa causar dano à Igreja, penso no Le Monde francês e no El Pais espanhol…
Por que esta minha conversa? Por causa desse assunto já saturado da pedofilia de alguns sacerdotes. Esses órgãos de comunicação fazem o possível para incriminar o Papa de algum modo! Até agora fracassaram e fracassarão sempre, mas como desgastam! Primeiro, inspirados pela BBC (hoje controlada pelo lobby gay), tentaram acusar o então Cardeal Ratzinger de orquestrar todo um programa de acobertamento dos casos de pedofilia. A TV Record – nunca se esqueça a quem ela pertence e como foi comprada! – fez questão de apresentar esse programa no Brasil, mesmo quando as acusações já tinham sido refutadas e desmascaradas na Europa. Agora, com os casos que vieram à baila, tentaram insinuar que o irmão do Papa era pedófilo. Ficou provado que era mentira. Que o irmão do Papa maltratava crianças. Também ficou assentado que não era verdade: ele era rígido e castigava corporalmente as crianças, como qualquer mestre na Alemanha e nas nossas escolas há quarenta, cinqüenta anos atrás. Na Alemanha, certa imprensa marrom tentou afirmar que Ratzinger, quando era Arcebispo de Munique, protegeu um padre pedófilo. Foi provado que a acusação era falsa: o então Arcebispo havia deixado que o referido sacerdote ficasse hospedado na casa paroquial enquanto se submetia a tratamento psicológico, somente como hóspede e sem atividade pastoral alguma. Agora, o The New York Times, por pura maldade e desonestidade, acusou o Papa, quando Cardeal, de encobrir a caso de um padre que teria abusado de 200 crianças. Também é mentira…
Aliás, foi Bento XVI quem, assim que assumiu o trono de Pedro, mandou reabrir o caso do Pe. Marcial Maciel e o suspendeu de modo definitivo. A linha de Bento XVI nesses casos sempre foi clara, simples e reta: tolerância zero.
O que nos desilude profundamente é perceber de modo claro a desonestidade desses meios midiáticos, que não buscam a verdade, mas usam a informação como puro jogo de poder e de interesses. Mundo cão, o nosso! Mundo marcado profundamente pelo pecado, pela mentira, passando por cima da boa fama dos outros e da retidão de caráter de homens como o Santo Padre! Veremos o que ainda haverão de inventar contra esse homem manso e reto, esse homem de consciência moral elevadíssima, que é Bento XVI. Que Deus o proteja e o livre das mãos de seus tremendos, desonestos e ímpios inimigos.
Bispo auxiliar de Aracaju, SE
Caro Internuta, leia este texto da cronista italiana Benedetta Sangirardi. Não gosto de insistir sobre certos assuntos sensacionalistas, mas aqui, penso é preciso deixar as coisas o mais claro possível! O texto é muito bom e deve ser lido. Vejamos que escândalos vão ainda tirar do baú contra o Papa e contra a Igreja… Uma coisa é certa: Bento XVI vai aparecendo cada vez mais como um gigante homem de fé de moral admirável! Que Papa, que grande Pastor, o Senhor os concedeu!
O que está acontecendo? Há um complô contra a Igreja? Os casos de pedofilia se sucedem nas páginas dos jornais. Quase um por dia. O que há de verdadeiro e de falso nesta questão? E por que estão aparecendo agora todos os casos (gravíssimos) de pedofilia dentro da Igreja? Alguém está querendo colocar para fora Bento XVI? Segundo quanto parece a Affaritaliani.it colhido de fontes críveis vizinhas ao Vaticano, a vontade é exatamente de jogar na lama a Igreja. trata-se, em suma, de uma verdadeira e própria campanha midiática contra o Papa.
Um complô, uma trama anticatólica vinda de certa cultura presente no Ocidente. A voz da Igreja, aos olhos desta cultura, sendo livre e não manipulável, cria não poucos problemas (basta pensar na constante defesa da vida e da dignidade da pessoa contra os interesses de alguns). Não é por acaso que muitos desses “episódios” e acusações de pedofilia venham do Exterior. E não é por acaso que a palavra “lobby” tenha sido cunhada exatamente nos países nos quais é mais presente esta matriz cultural. Mas, vamos por ordem.
Estamos assistindo a um verdadeiro e próprio ataque que objetiva desacreditar a Igreja e o Pontífice através das armas principalmente midiáticas. Basta tomar os casos que estão enchendo as páginas dos jornais.
Têm todas as características de ser episódios do passado, já encerrados e conhecidos, em grande parte já tratados antes pela mídia. E agora são colocados a público um a um, com certa cadência , para produzir o máximo de efeito.
Desde o início a manobra foi clara: chegar ao Pontífice. Partiu-se da tentativa de envolver o irmão do Papa, noticiando os dois casos de abuso sexual no coro de Ratisbona, que na realidade aconteceram anos antes do trabalho de Georg Ratzinger e, sobretudo, eram já conhecidos e encerrados juridicamente. Mas, o nome “Ratzinger” permaneceu lá, nos títulos dos jornais. Depois, trouxeram à luz outro caso já conhecido e encerrado, o do assim chamado “padre H”, na Arquidiocese de Munique, nos inícios dos anos 80. Também este um caso já tratado a seu tempo, no qual era já havia sido constatada - até pelo tribunal que julgou o acusado - a total falta de ligação com o então Arcebispo Ratzinger. O último caso aparecido no New York Times é mais uma tentativa: também aqui os documentos dizem que a Congregação para a Doutrina d a Fé, consultada 20 anos depois dos fatos (os abusos tinham ocorrido nos anos 70), convidou a conservar o sacerdote em questão, mas distante das atividades pastorais, mesmo tendo se passado tantos anos sem evidência de outros crimes e apesar de a justiça civil já ter arquivado o caso.
Os números – Ao estalar dos casos singulares (sempre os mesmos de décadas tirados agora do baú) une-se o inchaço das cifras para dar a idéia se um fenômeno extenso e incontrolável. Um exemplo iluminante é a cifra de 4000 casos de abuso nos Estados Unidos que continuamente é repetida. O que se omite dizer é que das 4000 acusações (não sentenças), as que diziam respeito a pedofilia eram 950, que resultaram em 54 condenações, em um período de quarenta anos. Os sacerdotes nos Estados Unidos são 109.000.
Os documentos – Um outro elemento é a citação imprópria dos documentos como se existissem redigidos secretamente para encobrir os crimes dos pedófilos. A realidade é que nos dois documentos mais importantes, (públicos e consultáveis também online) o “Crimen sollicitationis”, de 1922 reeditado em 1962 por João XXIII e o “De delictis gravioribus”, de 2001 assinado pelo então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Ratzinger, está escrito em alto e bom tom que os crimes devem ser pontualmente denunciados e julgados canonicamente.
O problema é que os documentos são redigidos em latim e algumas péssimas traduções, unidas à má fé, levaram a confundir frases dando-lhes o sentido contrário. Mas, também aqui, nos títulos dos jornais, ficou a impressão de que as altas esferas mandavam ocultar os casos.
A realidade é que um sacerdote que se manha com o crime da pedofilia é uma coisa repugnante, mesmo que seja um só. Assim como é terrível o fato que qualquer expoente da Igreja haja conhecido e escondido os casos. Mas pintar a Igreja como um covil de pedófilos e o Papa e os hierarcas como empenhados a esconder não somente é falso como é exatamente o contrário da realidade!
Os inimigos do Papa Bento
Arquivado em: Papa Bento XVI — Prof. Felipe Aquino at 9:28 pm on segunda-feira, março 29, 2010
2
tweets
retweet D. Henrique Soares da Costa
Bispo auxiliar de Aracaju, SE
Meu caro Internauta, a Igreja e, de modo particular, um papa, não podem e não devem ficar preocupados em aparecer de modo belo diante da imprensa mundial e muito menos buscar os seus aplausos, ainda que, atualmente, poucas realidades do nosso mundo globalizado sobretudo midiaticamente tenham um poder ao menos próximo daquele dos meios de comunicação.
E, no entanto, não deixa de ser porco, realmente nojento – a expressão é esta e não há outra – a campanha desses meios de comunicação contra a Igreja e, de modo específico, contra o Papa Bento XVI. Todos aqueles que são bem informados sabem que esses meios nunca gostaram do Cardeal Ratzinger. Recordam as manchetes quando da sua eleição? Lembram do rosto do Papa dentro dum bloco de gelo, para dizer que a Igreja agora estava congelada? Foi a capa da Veja. Há jornais que são particularmente desonestos e maquiavélicos quando se trata de Bento XVI: penso no The New York Times, um jornal patologicamente anticatólico; penso no italiano La Reppubblica, que é a voz de tudo quanto na Itália possa causar dano à Igreja, penso no Le Monde francês e no El Pais espanhol…
Por que esta minha conversa? Por causa desse assunto já saturado da pedofilia de alguns sacerdotes. Esses órgãos de comunicação fazem o possível para incriminar o Papa de algum modo! Até agora fracassaram e fracassarão sempre, mas como desgastam! Primeiro, inspirados pela BBC (hoje controlada pelo lobby gay), tentaram acusar o então Cardeal Ratzinger de orquestrar todo um programa de acobertamento dos casos de pedofilia. A TV Record – nunca se esqueça a quem ela pertence e como foi comprada! – fez questão de apresentar esse programa no Brasil, mesmo quando as acusações já tinham sido refutadas e desmascaradas na Europa. Agora, com os casos que vieram à baila, tentaram insinuar que o irmão do Papa era pedófilo. Ficou provado que era mentira. Que o irmão do Papa maltratava crianças. Também ficou assentado que não era verdade: ele era rígido e castigava corporalmente as crianças, como qualquer mestre na Alemanha e nas nossas escolas há quarenta, cinqüenta anos atrás. Na Alemanha, certa imprensa marrom tentou afirmar que Ratzinger, quando era Arcebispo de Munique, protegeu um padre pedófilo. Foi provado que a acusação era falsa: o então Arcebispo havia deixado que o referido sacerdote ficasse hospedado na casa paroquial enquanto se submetia a tratamento psicológico, somente como hóspede e sem atividade pastoral alguma. Agora, o The New York Times, por pura maldade e desonestidade, acusou o Papa, quando Cardeal, de encobrir a caso de um padre que teria abusado de 200 crianças. Também é mentira…
Aliás, foi Bento XVI quem, assim que assumiu o trono de Pedro, mandou reabrir o caso do Pe. Marcial Maciel e o suspendeu de modo definitivo. A linha de Bento XVI nesses casos sempre foi clara, simples e reta: tolerância zero.
O que nos desilude profundamente é perceber de modo claro a desonestidade desses meios midiáticos, que não buscam a verdade, mas usam a informação como puro jogo de poder e de interesses. Mundo cão, o nosso! Mundo marcado profundamente pelo pecado, pela mentira, passando por cima da boa fama dos outros e da retidão de caráter de homens como o Santo Padre! Veremos o que ainda haverão de inventar contra esse homem manso e reto, esse homem de consciência moral elevadíssima, que é Bento XVI. Que Deus o proteja e o livre das mãos de seus tremendos, desonestos e ímpios inimigos.
A Ressurreição de Jesus é um fato histórico inegável. O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1 Jo 1,1-2).
Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).
S. Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).
“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”.( Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).
A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)
Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.
Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muito realistas que, inclusive, duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).
Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).
E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi uma escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.
A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé… Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).
A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).
“Quando estávamos mortos em nossos delitos, (Deus Pai) vivificou-nos juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2, 5s). “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas do alto, e não nas da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então vós também com Ele sereis manifestados em glória”. (Cl 3, 1-4)
“Fostes sepultados com Cristo no Batismo; também com Ele ressuscitastes, porque acreditastes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos”. (Cl 2, 12). “Se nos tornamos uma só coisa com Ele por uma morte semelhante à sua, seremos, também uma só coisa com Ele por uma ressurreição semelhante à sua” (Rm 6,5).
“Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele” (Rm 6,8).
“Pelo batismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).
Prof. Felipe Aquino
Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).
S. Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).
“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes. Diz São Pedro no dia de Pentecostes: “Saiba com certeza toda a Casa de Israel: Deus o constituiu Senhor (Kýrios) e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes” (At 2, 36). “Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”.( Rm 14, 9). No Apocalipse, João arremata: “Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).
A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: “Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)
Aos Apóstolos amedrontados, que julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos.
Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muito realistas que, inclusive, duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).
Estes depoimentos “de primeira hora”, concebidos e transmitidos pelos discípulos imediatos do Senhor, são argumentos suficientes para dissolver qualquer teoria que quisesse negar a ressurreição corporal de Cristo. Esta fé não surgiu “mais tarde”, como querem alguns, na história das primeiras comunidades cristãs, mas é o resultado da missão de Cristo acompanhada dia a dia pelos Apóstolos.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).
E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; ao contrário, haviam perdido todo ânimo quando viram o Mestre preso e condenado; também para eles a ressurreição foi uma escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor. Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava. O edifício do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. Assim, é muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada.
A Ressurreição de Jesus é ponto fundamental da fé cristã, a ponto que São Paulo pode dizer: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé… Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).
A Ressurreição de Jesus é a base da fé; São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).
“Quando estávamos mortos em nossos delitos, (Deus Pai) vivificou-nos juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2, 5s). “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas do alto, e não nas da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então vós também com Ele sereis manifestados em glória”. (Cl 3, 1-4)
“Fostes sepultados com Cristo no Batismo; também com Ele ressuscitastes, porque acreditastes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos”. (Cl 2, 12). “Se nos tornamos uma só coisa com Ele por uma morte semelhante à sua, seremos, também uma só coisa com Ele por uma ressurreição semelhante à sua” (Rm 6,5).
“Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele” (Rm 6,8).
“Pelo batismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).
Prof. Felipe Aquino
Segunda-feira, 05 de abril de 2010, 09h58
Regina Coeli na Segunda-feira da Oitava da Páscoa 2010
Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)
Queridos irmãos e irmãs!
Na luz da Páscoa - que celebramos durante toda esta Semana - renovo os meus mais cordiais votos de paz e de alegria. Como sabeis, a segunda-feira após o Domingo da Ressurreição é tradicionalmente chamada de "Segunda-feira do Anjo". É muito interessante aprofundar essa referência ao "Anjo". Naturalmente, o pensamento se dirige imediatamente aos relatos evangélicos da ressurreição de Jesus, nos quais se apresenta a figura de um mensageiro do Senhor. São Mateus escreve: "E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve" (Mt 28, 2-3). Todos os Evangelistas, pois, precisam que, quando as mulheres foram ao sepulcro e o encontraram aberto e vazio, foi um anjo a anunciá-las que Jesus havia ressuscitado. Em Mateus, esse mensageiro lhas diz: "Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse" (Mt 28, 5-6); então aponta para o túmulo vazio e as encarrega de levar o anúncio aos discípulos. Em Marcos, o anjo é descrito como "um jovem, vestido com roupas brancas", que dá às mulheres uma mensagem idêntica (cf. Mc 16, 5-6). Lucas fala de "dois homens em vestes resplandecentes", que recordam às mulheres como Jesus havia prenunciado muito antes a própria morte e ressurreição (cf. Lc 24, 4-7). Também São João fala de "dois anjos em vestes brancas"; é Maria Madalena que o vê, enquanto chora perto do sepulcro, e o anjo lhe diz: "Mulher, por que choras?" (Jo 20, 11-13).
Mas o Anjo da ressurreição se refere também a um outro significado. É preciso recordar, de fato, que o termo "anjo", além de definir os Anjos, criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, servos e mensageiros de Deus, é também um dos títulos mais antigos atribuídos ao próprio Jesus. Lemos, a esse exemplo, em Tertulliano, no século III: "Ele - isto é, Cristo - foi também chamado "anjo do conselho", isto é, anunciador, que é um termo que denota uma tarefa, não a natureza. Com efeito, ele devia anunciar ao mundo o grande projeto do Pai para a restauração do homem" (De carne Christi, 14). Assim o disse um dos mais antigos escritores cristãos. Jesus Cristo, o Filho de Deus, então, é chamado também de Anjo de Deus Pai: Ele é o Mensageiro por excelência do seu amor. Queridos amigos, pensemos agora no que Jesus ressuscitado disse aos Apóstolos: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20, 21); e comunicou-lhe o seu Santo Espírito. Isso significa que, como Jesus foi anunciador do amor de Deus Pai, também nós o devemos ser da caridade de Cristo: somos mensageiros da sua ressurreição, da sua vitória sobre o mal e sobre a morte, portadores de seu amor divino. Certo, permanecemos, por natureza, homens e mulheres, mas recebemos a missão de "anjos", mensageiros de Cristo: vem dada a todos no Batismo e na Crisma. De modo especial, através do Sacramente da Ordem, a recebem os sacerdotes, ministros de Cristo; me apraz sublinhá-lo neste Ano Sacerdotal.
Queridos irmãos e irmãs, nos voltemos agora a Virgem Maria, invocando-a como Regina Caeli, Rainha do Céu. Que Ela nos ajude a acolher plenamente a graça do mistério pascal e a nos tornarmos mensageiros corajosos e alegres da ressurreição de Cristo.
[Após a oração do Regina Caeli, o Papa dirigiu-se aos fiéis em seis línguas diferentes. Em espanhol, disse]
Cristo ha resucitado y vive entre nosotros. Su presencia amorosa acompaña el camino de la Iglesia y la sostiene en medio de las dificultades. Con esta certeza en vuestro corazón, ofreced al mundo un testimonio sereno y valiente de la vida nueva que brota del Evangelio.
Cristo ressuscitou e vive entre nós. Sua presença amorosa acompanha o caminho da Igreja e a sustenta em meio às dificuldades. Com esta certeza em vosso coração, oferecei ao mundo um testemunho sereno e valente da vida nova que brota do Evangelho.
Regina Coeli na Segunda-feira da Oitava da Páscoa 2010
Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)
Queridos irmãos e irmãs!
Na luz da Páscoa - que celebramos durante toda esta Semana - renovo os meus mais cordiais votos de paz e de alegria. Como sabeis, a segunda-feira após o Domingo da Ressurreição é tradicionalmente chamada de "Segunda-feira do Anjo". É muito interessante aprofundar essa referência ao "Anjo". Naturalmente, o pensamento se dirige imediatamente aos relatos evangélicos da ressurreição de Jesus, nos quais se apresenta a figura de um mensageiro do Senhor. São Mateus escreve: "E eis que houve um violento tremor de terra: um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra e sentou-se sobre ela. Resplandecia como relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve" (Mt 28, 2-3). Todos os Evangelistas, pois, precisam que, quando as mulheres foram ao sepulcro e o encontraram aberto e vazio, foi um anjo a anunciá-las que Jesus havia ressuscitado. Em Mateus, esse mensageiro lhas diz: "Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Não está aqui: ressuscitou como disse" (Mt 28, 5-6); então aponta para o túmulo vazio e as encarrega de levar o anúncio aos discípulos. Em Marcos, o anjo é descrito como "um jovem, vestido com roupas brancas", que dá às mulheres uma mensagem idêntica (cf. Mc 16, 5-6). Lucas fala de "dois homens em vestes resplandecentes", que recordam às mulheres como Jesus havia prenunciado muito antes a própria morte e ressurreição (cf. Lc 24, 4-7). Também São João fala de "dois anjos em vestes brancas"; é Maria Madalena que o vê, enquanto chora perto do sepulcro, e o anjo lhe diz: "Mulher, por que choras?" (Jo 20, 11-13).
Mas o Anjo da ressurreição se refere também a um outro significado. É preciso recordar, de fato, que o termo "anjo", além de definir os Anjos, criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, servos e mensageiros de Deus, é também um dos títulos mais antigos atribuídos ao próprio Jesus. Lemos, a esse exemplo, em Tertulliano, no século III: "Ele - isto é, Cristo - foi também chamado "anjo do conselho", isto é, anunciador, que é um termo que denota uma tarefa, não a natureza. Com efeito, ele devia anunciar ao mundo o grande projeto do Pai para a restauração do homem" (De carne Christi, 14). Assim o disse um dos mais antigos escritores cristãos. Jesus Cristo, o Filho de Deus, então, é chamado também de Anjo de Deus Pai: Ele é o Mensageiro por excelência do seu amor. Queridos amigos, pensemos agora no que Jesus ressuscitado disse aos Apóstolos: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20, 21); e comunicou-lhe o seu Santo Espírito. Isso significa que, como Jesus foi anunciador do amor de Deus Pai, também nós o devemos ser da caridade de Cristo: somos mensageiros da sua ressurreição, da sua vitória sobre o mal e sobre a morte, portadores de seu amor divino. Certo, permanecemos, por natureza, homens e mulheres, mas recebemos a missão de "anjos", mensageiros de Cristo: vem dada a todos no Batismo e na Crisma. De modo especial, através do Sacramente da Ordem, a recebem os sacerdotes, ministros de Cristo; me apraz sublinhá-lo neste Ano Sacerdotal.
Queridos irmãos e irmãs, nos voltemos agora a Virgem Maria, invocando-a como Regina Caeli, Rainha do Céu. Que Ela nos ajude a acolher plenamente a graça do mistério pascal e a nos tornarmos mensageiros corajosos e alegres da ressurreição de Cristo.
[Após a oração do Regina Caeli, o Papa dirigiu-se aos fiéis em seis línguas diferentes. Em espanhol, disse]
Cristo ha resucitado y vive entre nosotros. Su presencia amorosa acompaña el camino de la Iglesia y la sostiene en medio de las dificultades. Con esta certeza en vuestro corazón, ofreced al mundo un testimonio sereno y valiente de la vida nueva que brota del Evangelio.
Cristo ressuscitou e vive entre nós. Sua presença amorosa acompanha o caminho da Igreja e a sustenta em meio às dificuldades. Com esta certeza em vosso coração, oferecei ao mundo um testemunho sereno e valente da vida nova que brota do Evangelho.
O Túmulo está vazio
Padre José Augusto
Unica coisa que posso lhes dizer hoje é que o túmulo está vazio.
O diácono enquanto cantava o evangelho, neste trecho: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui.”, ele sorriu e disse: “Ressuscitou!”, isso deve contagiar nossa alma, pois ontem ao terminar as funções da Paixão de Cristo, o mundo ficou em trevas, uma tristeza pairou em toda a terra.
O evangelho de ontem terminou com José de Arimatéia colocando o Senhor no túmulo. Vimos ele morto, ensaguentado, a celebração de ontem terminou com tudo escuro. O túmulo recebeu Jesus, e esse rincão hoje que estava uma escuridão só, mas aos poucos a luz de Deus foi invadindo nosso coração, começou com o Círio Pascal, e as luzes foram se acendendo, uma a uma. Não eram várias luzes, mas surgiu de uma única luz e foram se acendendo luzes em nosso interior, a luz do Cristo Ressuscitado.
Não fomos criados para viver nas trevas, ela tentou entrar na nossa vida, mas ela não tem lugar, pois o túmulo está vazio, Cristo ressuscitou. Não percam a esperança, Cristo ressuscitou, isso é uma verdade, não existe mais trevas, a luz do mundo reina em nosso coração, ela reina para sempre, pois onde Jesus está não há trevas.
Quando Jesus foi crucificado, a tristeza pairou nos corações daquelas mulheres (Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago). Elas precisavam colocar os aromas no corpo do Senhor e tiveram que esperar até o outro dia, e elas foram tristes, pois seus corações estavam marcado, de ver Jesus, na cruz dizendo: “Pai, perdoa-lhes eles não sabem o que fazem” , “Pai, por que me abandonastes?” Mãe eis ai teu filho, Filho eis ai tua mãe” “Pai em tuas mãos entrego o meu Espírito”. Havia tristeza, somente tristezas em seus corações e quando chegam no túmulo, dois seres celestiais, diz para elas: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?”.
Quero dar um dever de casa, para cada um de vocês, para vocês que participaram de todas as celebrações: Vocês estudantes digam aos seus professores: “o tumulo está vazio”.
As donas e os donos de casa, não sei como está a casa de vocês, mas ao chegar em casa, proclamem que o tumulo está vazio, aleluia!
Os jovens sempre se manifestam com alegria, vocês sabem quais são as pessoas com os quais convivem, que estão se perdendo nas drogas, prostituição, vão falar para os jovens que o túmulo está vazio. Os jovens precisam entender que o túmulo está vazio, pois se vocês não gritarem as pedras irão gritas, só que as pedras não terão voz, pois vocês gritarão.
As crianças, quando estiverem brincando, de carrinho, de boneca, na internet, pelo msn, twitter, digam que o túmulo está vazio, proclamem, anunciem.
Aos sacerdotes, nas paróquias, quer seja no confessionário, na rádio, na TV, proclamem com a boca e com a vida, que o tumulo está vazio, para os diáconos temporários e permanentes, digam que o túmulo está vazio.
Ninguém pode ficar sem saber dessa mensagem, o túmulo está vazio. Eu já fui várias vezes em Jerusalém e eu vi com os meus próprios olhos, o túmulo está vazio.
Jesus ressucitou! Aleluia!
Eu sei que passamos por diversos sofrimentos, mas hoje os anjos vieram dizer que aquele que foi colocado no túmulo por Nicodemos e José de Arimatéia, não está mais lá, Ele ressuscitou. A uma esperança dentro de nós, anunciada por vários profetas, pelo anjo Gabriel, que foi carregado no ventre de Nossa Senhora, que disse que ia ser crucificado e no terceiro dia ia ressuscitar, Ele ressuscitou. Para glória de todos os santos, Ele está e vivo.
Deus falou com você por quase uma hora através de sua Palavra e você ficou ouvindo, Ele nos mostrou que o túmulo está vazio e por isso é dia de alegria, ninguém volte para casa triste, pois o tumulo está vazio verdadeiramente, aleluia!
Ontem tivemos a impressão que tínhamos ficado abandonados, mas hoje, como disse o profeta Isaías, você que pensou que estava abandonada, não está, “eu sou o teu Senhor”. Depois de tudo isso só devemos dar graças a Deus, pois Ele está aqui. Agradeça pela presença do Senhor, porque o “Aleluia” foi cantado pelo povo. “Aleluia” quer dizer Deus seja louvado.
Louvado seja o Senhor porque não está morto, Ele está vivo. Ele está ressuscitado, não temais. Não posso temer mais nada, ainda que eu fosse desprezado por todos os homens, Jesus está aqui. Aleluia.
Padre José Augusto
Unica coisa que posso lhes dizer hoje é que o túmulo está vazio.
O diácono enquanto cantava o evangelho, neste trecho: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui.”, ele sorriu e disse: “Ressuscitou!”, isso deve contagiar nossa alma, pois ontem ao terminar as funções da Paixão de Cristo, o mundo ficou em trevas, uma tristeza pairou em toda a terra.
O evangelho de ontem terminou com José de Arimatéia colocando o Senhor no túmulo. Vimos ele morto, ensaguentado, a celebração de ontem terminou com tudo escuro. O túmulo recebeu Jesus, e esse rincão hoje que estava uma escuridão só, mas aos poucos a luz de Deus foi invadindo nosso coração, começou com o Círio Pascal, e as luzes foram se acendendo, uma a uma. Não eram várias luzes, mas surgiu de uma única luz e foram se acendendo luzes em nosso interior, a luz do Cristo Ressuscitado.
Não fomos criados para viver nas trevas, ela tentou entrar na nossa vida, mas ela não tem lugar, pois o túmulo está vazio, Cristo ressuscitou. Não percam a esperança, Cristo ressuscitou, isso é uma verdade, não existe mais trevas, a luz do mundo reina em nosso coração, ela reina para sempre, pois onde Jesus está não há trevas.
Quando Jesus foi crucificado, a tristeza pairou nos corações daquelas mulheres (Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago). Elas precisavam colocar os aromas no corpo do Senhor e tiveram que esperar até o outro dia, e elas foram tristes, pois seus corações estavam marcado, de ver Jesus, na cruz dizendo: “Pai, perdoa-lhes eles não sabem o que fazem” , “Pai, por que me abandonastes?” Mãe eis ai teu filho, Filho eis ai tua mãe” “Pai em tuas mãos entrego o meu Espírito”. Havia tristeza, somente tristezas em seus corações e quando chegam no túmulo, dois seres celestiais, diz para elas: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?”.
Quero dar um dever de casa, para cada um de vocês, para vocês que participaram de todas as celebrações: Vocês estudantes digam aos seus professores: “o tumulo está vazio”.
As donas e os donos de casa, não sei como está a casa de vocês, mas ao chegar em casa, proclamem que o tumulo está vazio, aleluia!
Os jovens sempre se manifestam com alegria, vocês sabem quais são as pessoas com os quais convivem, que estão se perdendo nas drogas, prostituição, vão falar para os jovens que o túmulo está vazio. Os jovens precisam entender que o túmulo está vazio, pois se vocês não gritarem as pedras irão gritas, só que as pedras não terão voz, pois vocês gritarão.
As crianças, quando estiverem brincando, de carrinho, de boneca, na internet, pelo msn, twitter, digam que o túmulo está vazio, proclamem, anunciem.
Aos sacerdotes, nas paróquias, quer seja no confessionário, na rádio, na TV, proclamem com a boca e com a vida, que o tumulo está vazio, para os diáconos temporários e permanentes, digam que o túmulo está vazio.
Ninguém pode ficar sem saber dessa mensagem, o túmulo está vazio. Eu já fui várias vezes em Jerusalém e eu vi com os meus próprios olhos, o túmulo está vazio.
Jesus ressucitou! Aleluia!
Eu sei que passamos por diversos sofrimentos, mas hoje os anjos vieram dizer que aquele que foi colocado no túmulo por Nicodemos e José de Arimatéia, não está mais lá, Ele ressuscitou. A uma esperança dentro de nós, anunciada por vários profetas, pelo anjo Gabriel, que foi carregado no ventre de Nossa Senhora, que disse que ia ser crucificado e no terceiro dia ia ressuscitar, Ele ressuscitou. Para glória de todos os santos, Ele está e vivo.
Deus falou com você por quase uma hora através de sua Palavra e você ficou ouvindo, Ele nos mostrou que o túmulo está vazio e por isso é dia de alegria, ninguém volte para casa triste, pois o tumulo está vazio verdadeiramente, aleluia!
Ontem tivemos a impressão que tínhamos ficado abandonados, mas hoje, como disse o profeta Isaías, você que pensou que estava abandonada, não está, “eu sou o teu Senhor”. Depois de tudo isso só devemos dar graças a Deus, pois Ele está aqui. Agradeça pela presença do Senhor, porque o “Aleluia” foi cantado pelo povo. “Aleluia” quer dizer Deus seja louvado.
Louvado seja o Senhor porque não está morto, Ele está vivo. Ele está ressuscitado, não temais. Não posso temer mais nada, ainda que eu fosse desprezado por todos os homens, Jesus está aqui. Aleluia.
Jesus ressucitou!
Padre Roger Luis
Estamos hoje aqui para experimentar a força de Jesus ressuscitado. Ele está vivo, Ele reina, e Ele quer realizar na sua vida uma obra profunda de ressurreição.
O evangelho tem uma continuidade na narrativa da ressurreição do Senhor, e hoje o texto que a igreja colocou mostra que Maria Madalena foi ao túmulo de madrugada, e vê que a pedra já tinha sido tirado e sai correndo para contar a notícia aos discípulos, pois ela pensou que tinham roubado o corpo do Senhor. Em joão 20,10, diz que os discípulos tinham voltado para casa, e ela ficou sentada do lado de fora chorando, e nisto ela viu dois anjos, que lhe perguntavam porque chorava, e olhando melhor, ela viu Jesus e o reconheceu.
A ressurreição que celebramos hoje é um fato histórico, a cena do túmulo, da ausência do corpo do Senhor. E o anjo diz: “Mulher, por que choras”. Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”.
E Jesus aparece para ela ressuscitado, vivo. Ele fala com ela, e ela constata que realmente Ele estava vivo. As más línguas disse que ele apareceu para uma mulher, para que todas mais pessoas ficassem sabendo mais rápido. Mas na verdade não foi isso que aconteceu, enquanto eu estava rezando, a figura que me destacava era de Maria Madalena, qual o sentido de ter sido ela. Em um primeiro momento o que a Palavra diz que ela entra, vê e acredita, ela tem fé.
Você precisa ter fé no Senhor Jesus, que é o Senhor da sua história, da sua casa. Deus quer que você seja testemunha deste grande evento, a ressurreição de Jesus Cristo.
E enquanto eu refletia, lembrei que alguns exegetas dizem que ela é a mulher adúltera, que após uma experiência profunda com Jesus, ela foi uma das que permaneceu junto a Ele na cruz. E eu te pergunto: “Você fez uma experiência profunda com Jesus”.
Em sua vida antiga, a madrugada, era o horário que ela estava na prostituição. Eu não sei da sua história, eu sei da minha, mas é impressionante ver que aqueles que tiveram uma experiência com Jesus, quer estar junto com ele.
Maria foi até o túmulo pois ela sentia saudade de Jesus, ela queria estar junto dele, ela foi ao sepulcro, pois ela tinha necessidade dele, mas não um necessidade de um homem qualquer, mas necessidade de um homem que mudou a sua vida. Eu olho para minha vida, e muitas vezes estava pecando nas noitadas, e como hoje eu gosto de fazer vigílias, pois eu gastei muito tempo nas noitadas. E quantos de nós que estamos na igreja, quando estávamos na vida de pecados, gastávamos noites de sono, e ficamos ridicando noites de vigílias ao Senhor. Eu quero te encorajar hoje a fazer vigílias ao Senhor.
Foi isso que aconteceu com Maria Madalena, ela foi até o túmulo e depois dos apóstolos ter constado que não tinha ninguém lá, ela ficou chorando e Jesus apareceu para ela, e por ela estar chorando, ela não conseguiu enxergar que era ele e achou que era um jardineiro e disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo”.
Jesus ressucitou! Aleluia!
E Jesus diz: Maria, e quando disse seu nome, ela se levanta e ali reconhece seu mestre, e a alegria volta ao seu coração.
Nós não podemos voltar para casa abatidos, podemos voltar cansados da vigília, mas não abatidos, pois o Senhor ressuscitou. Você vai voltar para casa, mas ele vai voltar com você, é o cumprimento da promessa, “eis que estou convosco até os fins dos tempos”.
Coragem, Ele está com você, Ele vai com você, pois Ele ressuscitou. Não existe mais solidão, por mais que você se sinta sozinho, pode ser que você tenha carência de pessoas, mas de Deus você nunca sentirá, pois Ele está com você. Ele está com você, cuidado com os lugares que você vai, pois Ele vai com você. Ele nunca mais te deixará.
Quando eu sai de casa para ir para o seminário, eu deixei meu pai num caso complicado de alcoolismo, e eu disse ao Senhor, eu sei que o Senhor ocupará o meu lugar, que meus pais sentirão minha ausência, mas que eles sentirão a sua presença, e depois de um ano eu tive essa certeza, o meu pai foi liberto de seu vício, o Senhor ocupou o meu lugar na minha casa.
Jesus venceu a morte para que fossemos vitoriosos, se você acreditar tudo na sua casa vai ser transformado pela presença d'Aquele que você estará levando em seu coração. Buscai as coisas do alto, tenha coragem de sentar-se do lado de Cristo, de partilhar com Ele sua vida. Ele é o único que pode mudar a sua vida, ele pode fazer.
Sua confiança precisa estar no Senhor, meu pai já faz treze anos que está sem um gota de álcool na boca. Você precisa acreditar que o Senhor faz milagres, e se você deixou de acreditar na mudança do seu esposo, do seu filho, o Senhor só está esperando você acreditar para que Ele possa realizar o milagre. Acredite!
Padre Roger Luis
Estamos hoje aqui para experimentar a força de Jesus ressuscitado. Ele está vivo, Ele reina, e Ele quer realizar na sua vida uma obra profunda de ressurreição.
O evangelho tem uma continuidade na narrativa da ressurreição do Senhor, e hoje o texto que a igreja colocou mostra que Maria Madalena foi ao túmulo de madrugada, e vê que a pedra já tinha sido tirado e sai correndo para contar a notícia aos discípulos, pois ela pensou que tinham roubado o corpo do Senhor. Em joão 20,10, diz que os discípulos tinham voltado para casa, e ela ficou sentada do lado de fora chorando, e nisto ela viu dois anjos, que lhe perguntavam porque chorava, e olhando melhor, ela viu Jesus e o reconheceu.
A ressurreição que celebramos hoje é um fato histórico, a cena do túmulo, da ausência do corpo do Senhor. E o anjo diz: “Mulher, por que choras”. Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”.
E Jesus aparece para ela ressuscitado, vivo. Ele fala com ela, e ela constata que realmente Ele estava vivo. As más línguas disse que ele apareceu para uma mulher, para que todas mais pessoas ficassem sabendo mais rápido. Mas na verdade não foi isso que aconteceu, enquanto eu estava rezando, a figura que me destacava era de Maria Madalena, qual o sentido de ter sido ela. Em um primeiro momento o que a Palavra diz que ela entra, vê e acredita, ela tem fé.
Você precisa ter fé no Senhor Jesus, que é o Senhor da sua história, da sua casa. Deus quer que você seja testemunha deste grande evento, a ressurreição de Jesus Cristo.
E enquanto eu refletia, lembrei que alguns exegetas dizem que ela é a mulher adúltera, que após uma experiência profunda com Jesus, ela foi uma das que permaneceu junto a Ele na cruz. E eu te pergunto: “Você fez uma experiência profunda com Jesus”.
Em sua vida antiga, a madrugada, era o horário que ela estava na prostituição. Eu não sei da sua história, eu sei da minha, mas é impressionante ver que aqueles que tiveram uma experiência com Jesus, quer estar junto com ele.
Maria foi até o túmulo pois ela sentia saudade de Jesus, ela queria estar junto dele, ela foi ao sepulcro, pois ela tinha necessidade dele, mas não um necessidade de um homem qualquer, mas necessidade de um homem que mudou a sua vida. Eu olho para minha vida, e muitas vezes estava pecando nas noitadas, e como hoje eu gosto de fazer vigílias, pois eu gastei muito tempo nas noitadas. E quantos de nós que estamos na igreja, quando estávamos na vida de pecados, gastávamos noites de sono, e ficamos ridicando noites de vigílias ao Senhor. Eu quero te encorajar hoje a fazer vigílias ao Senhor.
Foi isso que aconteceu com Maria Madalena, ela foi até o túmulo e depois dos apóstolos ter constado que não tinha ninguém lá, ela ficou chorando e Jesus apareceu para ela, e por ela estar chorando, ela não conseguiu enxergar que era ele e achou que era um jardineiro e disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo”.
Jesus ressucitou! Aleluia!
E Jesus diz: Maria, e quando disse seu nome, ela se levanta e ali reconhece seu mestre, e a alegria volta ao seu coração.
Nós não podemos voltar para casa abatidos, podemos voltar cansados da vigília, mas não abatidos, pois o Senhor ressuscitou. Você vai voltar para casa, mas ele vai voltar com você, é o cumprimento da promessa, “eis que estou convosco até os fins dos tempos”.
Coragem, Ele está com você, Ele vai com você, pois Ele ressuscitou. Não existe mais solidão, por mais que você se sinta sozinho, pode ser que você tenha carência de pessoas, mas de Deus você nunca sentirá, pois Ele está com você. Ele está com você, cuidado com os lugares que você vai, pois Ele vai com você. Ele nunca mais te deixará.
Quando eu sai de casa para ir para o seminário, eu deixei meu pai num caso complicado de alcoolismo, e eu disse ao Senhor, eu sei que o Senhor ocupará o meu lugar, que meus pais sentirão minha ausência, mas que eles sentirão a sua presença, e depois de um ano eu tive essa certeza, o meu pai foi liberto de seu vício, o Senhor ocupou o meu lugar na minha casa.
Jesus venceu a morte para que fossemos vitoriosos, se você acreditar tudo na sua casa vai ser transformado pela presença d'Aquele que você estará levando em seu coração. Buscai as coisas do alto, tenha coragem de sentar-se do lado de Cristo, de partilhar com Ele sua vida. Ele é o único que pode mudar a sua vida, ele pode fazer.
Sua confiança precisa estar no Senhor, meu pai já faz treze anos que está sem um gota de álcool na boca. Você precisa acreditar que o Senhor faz milagres, e se você deixou de acreditar na mudança do seu esposo, do seu filho, o Senhor só está esperando você acreditar para que Ele possa realizar o milagre. Acredite!
Assinar:
Postagens (Atom)