segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quem é mais forte: o amor ou o poder?

A gentileza e a bondade são sempre mais fortes


Certa vez, disse para uma amiga: “Não desista de viver a bondade!” Passaram-se anos e há poucos dias ela me disse: “Nunca mais esqueci suas palavras e tenho deixado-me conduzir por elas, as quais permanecem como eco em minha memória”.

A princípio, fiquei somente surpresa por ela ter se recordado tão vivamente do conselho, mas depois percebi que era mais que isso. Em suas palavras, percebi o Senhor atualizando o recado também para minha vida.

Em um mundo no qual se coloca em evidência aquilo que não é bom, se não estivermos alicerçados em princípios de fé e esperança, correremos o risco de nos deixar levar pela maldade e agir pela força dos argumentos da razão, desistindo facilmente de ser bons.

Hoje falei sobre isso em um dos programas que apresento na Rádio Canção Nova e resolvi ampliar a partilha na intenção de que ela chegue ao seu coração. Eu acredito no poder da bondade! Posso dizer, por esperiência própria, que o amor é mais forte do que o poder do mal.

Existe uma fábula atribuída a Esopo que pode ilustrar essa partilha e eu a apresento aqui:


"Conta-se que o sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.

O vento disse:

- Provarei que sou o mais forte.

Vê aquela mulher que vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço?

Aposto como posso fazer com que ela tire o lenço mais depressa do que você.

O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.

O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava,

mais a mulher segurava o lenço junto a si.

Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.

Então, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.

Com este gesto, ela imediatamente esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.

O sol disse, então, ao vento:

- Lembre-se disso: A gentileza e a bondade são sempre mais fortes que a fúria e a força".


Acredito que, com essa narrativa, Deus está nos dando hoje a direção para vencermos os obstáculos de nossa vida. Não com a força, não com a fúria, mas com a gentileza, com o sorriso, com a bondade, com a paciência, com o amor e o perdão, é assim que venceremos!

Não sei em qual etapa da vida você se encontra, quais são os desafios que tem enfrentado, mas acredito que Jesus, o “Homem bom por excelência” , pode e quer nos ajudar a darmos uma resposta diferente, fazendo opção pela bondade. A Palavra do Senhor diz: "Não pela força, nem pela violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos [...]" (Zacarias 4,1-10).

E o Espírito de Deus nos conduz somente àquilo que é bom, justo e nobre.

Que tenhamos a coragem e a disposição para expressar a bondade que está em nós e pode chegar a muitos corações a partir da nossa decisão e coragem de ser um pouco melhores a cada dia. Eu estou tentando. E você?

Busquemos, juntos, neste dia, dar a vitória à bondade. A força dessa virtude, passando por nossos pequenos gestos, pode fazer grande diferença.


Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal. Trabalha na Rádio CN FM 103.7

sábado, 24 de abril de 2010

Pastoral de Católicos na Política critica PNDH-3

A Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1 divulgou uma nota sobre a proposta de implementação do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 proposta pelo Governo.

1. O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) suscita graves preocupações não apenas pela questão do aborto, do casamento de homossexuais, das adoções de crianças por casais do mesmo sexo, pela proibição de símbolos religiosos nos lugares públicos, pela transformação do ensino religioso em história das religiões, pelo controle da imprensa, a lei da anistia, etc, mas, sobretudo, por uma visão reduzida da pessoa humana. A questão em jogo é principalmente antropológica: que tipo de pessoa e de sociedade é proposto para o nosso país.

2. No programa se apresenta uma antropologia reduzida que sufoca o horizonte da vida humana limitando-o ao puro campo social. Dimensões essenciais são negadas ou ignoradas: como a dignidade transcendente da pessoa humana e a sua liberdade; o valor da vida, da família e o significado pleno da educação e da convivência. A pessoa e os grupos sociais são vistos como uma engrenagem do Estado e totalmente dependentes de sua ideologia.

3. Os aspectos positivos, que também existem, e que constituíram grandes batalhas da CNBB e de outras importantes organizações da sociedade civil, são englobados dentro de um sistema ideológico que não respeita a concepção de vida humana da grande maioria do povo brasileiro. Por isso, são de grande valia os pronunciamentos de tantos setores da sociedade, que mostraram profunda preocupação com as consequências da aplicação desse Programa.

4. Nesta 3ª edição do PNDH, estamos diante de uma cartilha de estilo radical-socialista, que esta sendo implantada na Venezuela, no Equador e na Bolívia, e que tem em Cuba o seu ponto de referência.

5. Trata-se de um projeto reduzido de humanidade destinado a mudar profundamente a nossa sociedade.

6. Vida, família, educação, liberdade de consciência, de religião e de culto não podem ser definidos pelo poder do Estado ou de uma minoria. O Estado reconhece e estrutura estes valores que dizem respeito à dignidade última da pessoa humana, que é relação com o infinito e que nunca pode ser usada como meio, mas é um fim em si mesma. A fonte dos direitos humanos é a pessoa e não o Estado e os poderes públicos.

7. O programa do Governo é um claro ato de autoritarismo que enquadra os direitos humanos num projeto ideológico, intolerante, que fez retroceder o país aos tempos de ditadura.

8. Diante desse instrumento de radicalização, somos todos interpelados face às ameaças que dele derivam à eficácia de valores vitais, como os da vida, da família, da pessoa, do trabalho, da liberdade e da Justiça.

9. Os membros da Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1, posicionam-se fortemente contra tal programa e desejam ver bem discutidas estas propostas de modo a transformá-las, de ameaça que são, em um esforço útil a todo o Povo Brasileiro.

Evangelho (João 10,27-30)

Domingo, 25 de Abril de 2010
4 Domingo da Páscoa - Bom Pastor

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus:
27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.




- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

NA ARGENTINA: "OBRIGADO POR NÃO ME ABORTAR"

Jovem de 23 anos perdoa a sua mãe que o abandonou ao nascer


     Buenos Aires, 20 Abr. 10 / 11:05 am (ACI).- Mauricio tem 23 anos e após ter criado no Facebook um grupo chamado "Procuro a minha mamãe" finalmente a encontrou e pôde reunir-se com ela que o havia abandonado ao nascer. Suas primeiras palavras à mulher que agora tem 50 anos foram: "Obrigado por ter tido a valentia de bancar-me (me suportar) sete meses e não ter me abortado".

     No sábado pela tarde Mauricio conversou por telefone com sua mãe. Ela, muito emocionada, disse-lhe: "meu filho; sou eu, sua mamãe. Não me odeie. Perdoe-me. Recordei-te sempre, nunca me esqueci de você".

     O emotivo encontro em Córdoba, cheio de abraços e silêncios, deu-se ao dia seguinte. Em declarações ao jornal argentino “Clarín” o jovem comentou: "senti-me pleno, nunca tinha experimentado a serenidade da alma. Por fim pude fechar minha história".

     "O único que atinei a dizer foi que estava tudo bem e que eu a perdoava", disse Mauricio.
No encontro, explica o jovem de 23 anos, a mãe lhe contou que não tinha outros filhos, que seu pai foi "um acidente" em sua vida e que tinha reconstruído sua vida com outra pessoa. Sem ressentimento, ele lhe ofereceu uma mensagem de gratidão: "Obrigado por ter tido a valentia de bancar-me sete meses e não ter me abortado".

     Ao relatar a história que finalmente levou a este esperado encontro, em meio de seus "novos parentes", Mauricio assinala que "eles me contaram que minha mãe estava vivendo em Córdoba capital. Disse-lhes que não queria problemas, só precisava agradecer-lhe porque ela me deixou nascer".

     Agora, comenta o jovem, o grupo de Facebook vai se chamar "Já a encontrei".

FONTE: ACI DIGITAL





PROGRAMAÇÃO DA FESTA DE SÃO JORGE - 23 DE ABRIL


          23 de abril é Dia de São Jorge. Nesta data, o Santo Guerreiro reúne milhares de fiéis em suas Igrejas, e a cada ano cresce o número de devotos. Neste ano, a Arquidiocese do Rio de Janeiro preparou uma grande festa para o Santo. A ideia partiu de um grupo de amigos, devotos de São Jorge, que há sete anos prepara esta festa, e agora, com o apoio do Arcebispo Dom Orani João Tempesta, está entusiasmado para tornar a data um marco. Confira a programação completa e participe!


Programação:
5 horas – Alvorada celebrada na Irmandade de São Gonçalo Garcia e São Jorge, na Praça da República. Rua da Alfândega, 382, no Centro.

Em seguida, missa presidida pelo Arcebispo Dom Orani João Tempesta.

7 horas- Sairá uma carreata até a Igreja de São Jorge, em Quintino. Rua Clarimundo de Melo, 769, em Quintino.

10 horas – Dom Orani celebrará missa na Igreja de São Jorge, em Quintino.

14h30m – Concentração em frente à Igreja da Ressurreição, em Copacabana, de onde o cortejo sairá em direção ao Posto 6. Rua Francisco Otaviano, 99, Copacabana.

15 horas – Missa no Forte de Copacabana, presidida por Dom Orani.

Após a missa, a Imagem seguirá na procissão motociclística até a Irmandade de São Gonçalo Garcia e São Jorge, na Praça da República.

17h30m - Dom Orani irá à Capela São Jorge, em Santa Cruz, para participar da procissão. Rua Álvaro Alberto, 435 - Largo do Bodegão, Santa Cruz. Você pode assitir a esta transmissão ao vivo. Basta acessar: http://www.pnsc.org.br/missa_aovivo.asx

FONTE: PORTAL DA ARQUIDIOCESE

terça-feira, 20 de abril de 2010

O uso do solo urbano

16/04/2010

Dom Eugenio Araujo Sales - Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Em 1981, a Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu um encontro, em seu Centro de Estudos do Sumaré, sobre “A posse e o uso do solo urbano”. Estando presentes membros de organismos governamentais, juristas e residentes em favelas, foi focalizado o problema nas características e dimensões que ele assume na cidade do Rio de Janeiro. Participaram, em regime de internato, 115 pessoas. Esse foi mais um “Encontro de líderes e pessoas com poder decisório” que deu continuidade ao anterior, em 1978, que teve por tema “Moradia do pobre no Rio de Janeiro”. Razão eminentemente pastoral levou-me, quando então Arcebispo do Rio, a tomar essa iniciativa.

Diante da tragédia que recentemente se abateu sobre nossa Cidade e em todo o Estado, acho oportuno recordar os principais pontos daquele encontro.

A missão da Igreja é evangelizar, ou seja, sua atividade é religiosa. A experiência, entretanto, mostra que o tema em questão tem profundas e extensas repercussões na conduta dos indivíduos. A angústia pela segurança de uma definitiva permanência nos poucos palmos de terra, onde foi levantado o barraco para alojar a família cria obstáculos à observância da mensagem de Cristo. Por outro lado, a justiça e a paz no ambiente social reclamam a descoberta de recursos legais e a busca a uma base jurídica para a solução. Isso facilitará uma convivência pacífica entre setores diversificados, mas complementares de nossa população. Em outras palavras, um serviço à comunidade e, em especial, aos mais carentes.

Embora tais temáticas sejam merecedoras de atenção, sem exclusivismos, um dado - guardadas as devidas proporções e aplicações à nossa época-, mostrou a importância da escolha daquele assunto e sua inclusão na série de encontros com pessoas que detêm parcelas de poder decisório.

Naquela ocasião, segundo dados oficiais da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD), no Rio de Janeiro 83,9% das famílias ganhavam menos de cinco salários mínimos. Ora, o lar é um dos fundamentos da vida cristã. Uma casa com as condições mínimas de dignidade e segurança constitui um fator básico para que essa célula da sociedade possa sobreviver e cumprir seu papel formador, garantia do futuro.

Com aquela renda mensal, as alternativas para obter uma habitação eram poucas. Uma, dentre estas, é a favela. No Rio de Janeiro, eram 320, algumas com população maior que muitas cidades do Brasil. Neste ano de 2010, verifica-se que o número é significativamente maior e, com isto, também os desafios.

A outra, são conjuntos habitacionais. Entre 1968 e 1979, para eles foram removidas 80 favelas. Apesar de ser evidentemente válido o esforço governamental em proporcionar teto condigno às classes de baixa renda, eles são insuficientes. Acrescente-se que, por fatores diversos, 50% dos transferidos buscaram outras soluções, inclusive a volta à situação anterior, principalmente nas encostas dos morros e em áreas de risco.

Eis a realidade. Nela a Providência divina nos colocou. Governantes e povo, católicos e outros credos religiosos temos ante nossos olhos e sob nossa responsabilidade, embora em graus diferentes, esse drama. Não há dúvida que ele faz parte de um problema global, cuja raiz está fora do alcance das autoridades locais ou refletem um clima mundial, que gera as concentrações populacionais. Se não podemos dar aqui condições para a fixação do homem à terra, ou orientar o fluxo migratório, devemos abrir o coração ao sofrimento de muitos irmãos e procurar remédios práticos e viáveis.

Convém considerar que a pessoa que mora nas comunidades carentes, em sua grande maioria, é cidadã ordeira, honesta, pacífica, com notável senso comunitário e capacidade criativa na busca de superar a angústia proveniente da carência de moradia. As áreas onde vivem não são um valhacouto de bandidos, salteadores e traficantes. Os que aí residem são igualmente vítimas, mais desprotegidas, aliás.

A garantia de permanência do pobre onde construiu em boa-fé seu barraco, ou a justa compensação, nos casos de transferência para outros lugares, produz um efeito admirável, transformador, de consequências extraordinárias. A experiência tem provado. Preparada uma infra-estrutura, garantido o solo pelo reconhecimento de um direito adquirido ou mediante um pagamento em prazo adequado, espera-se uma mudança radical do problema. Este, por estranho que pareça, está menos no custo da construção da casa que nos obstáculos oriundos de uma legislação feita para circunstâncias totalmente diversas.

Ficou evidenciado naquele encontro, que não será por falta de inventividade jurídica que a dificuldade deixará de ser resolvida legalmente. Há decisões que, uma vez tomadas, dariam tranquilidade a centenas ou talvez milhares de pessoas, proporcionariam condições para um vasto plano de urbanização, com efeitos profundos em nossa Cidade. Resta assumi-las, pois há viabilidade. Essa foi a conclusão do encontro, em 1981, promovido pela Arquidiocese do Rio sobre a posse e o uso do solo urbano, estudados à luz do Evangelho e, portanto, dentro de uma perspectiva global.

Havia uma consciência de que o assunto não se circunscrevia a esses moradores, mas interessava à coletividade. Uma solução justa e humana é inerente à nossa Fé cristã. Custará alguns sacrifícios, mas estes são menores que o holocausto que leva, em uma cidade maravilhosa, à deteriorização do convívio social, que pode chegar a limites intoleráveis. Lembro-me das palavras do Papa João Paulo em sua visita à favela do Vidigal, em 1980, com as quais encerrei o encontro: “Fazei-o por consideração a cada homem que é vosso próximo e vosso concidadão. Fazei-o por consideração ao bem comum de todos. E fazei-o por consideração a vós mesmos. Só tem razão de ser a sociedade socialmente justa, que se esforça por ser sempre mais justa. (...) Pensai, pois, no passado e olhai o dia de hoje, e projetai o futuro melhor da vossa inteira sociedade!”.

A verdadeira busca para que todos sejam um

19/04/2010

Padre Jorge Luiz Neves Pereira da Silva - Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Paz

No próximo domingo, a Igreja celebra a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações que , por isso mesmo, é tradicionalmente chamado de “Domingo do Bom Pastor”. Todos os anos, neste dia, os cristãos elevam orações ao Bom Deus, pedindo que suscite candidatos dignos ao sacerdócio e à vida consagrada e, ao mesmo tempo, agradecem pela imensa maioria dos sacerdotes que, ao longo da história e, no mundo todo, são autênticas testemunhas do Cristo ressuscitado nos mais diversos ambientes e ministérios desempenhados pela Igreja.


É exatamente neste contexto, que estamos agradecendo a Deus pela vida e pelo ministério de dom Orani João Tempesta que há exatamente um ano tomava posse, como arcebispo metropolitano de nossa cidade e arquidiocese. Ao longo de tão pouco tempo, o povo carioca aprendeu a amá-lo e reconhecê-lo como o Pastor que conhece seu rebanho e dá a vida pelas ovelhas.

Em cada uma das incontáveis visitas às paróquias, capelas e comunidades, no entusiasmo das devoções populares, no ardor apostólico junto aos jovens que o chamam de autêntico pastor da juventude, na preocupação pelos desamparados, dom Orani tem demonstrado com sua vida a célebre máxima de santo Agostinho: “Para vós sou Bispo, convosco sou cristão. Pelo ministério que me é confiado, sou vosso pai, pelo batismo sou vosso irmão”.

Dom Orani é um homem que sabe criar pontes, que tem a virtude de transpor e superar barreiras. O próprio lema de seu episcopado: ut omnes unum sint, (para que todos sejam um), já transparece o desejo ecumênico de dialogar com todos, independentemente do credo de cada um. Por isso mesmo, tem-nos contagiado com sua capacidade de dialogar com o mundo da cultura e seu entusiasmo em levar a todas as dimensões da sociedade a Boa Nova da fé, através de renovados métodos, utilizando os novos meios de comunicação, exortando-nos continuamente a não ter medo e, como dizia o Venerável Servo de Deus João Paulo II, a “abrir, escancarar as portas ao Redentor”.

Desse modo, nosso Arcebispo tem-nos chamado ao compromisso que a Igreja nos pede, o de estar em permanente atitude missionária: a Missão Continental. É isso que ele fez expandindo as comemorações do nosso padroeiro ao abrir as fronteiras das celebrações, sendo presença nos mais variados locais e grupos (foi o primeiro Arcebispo a visitar as agremiações das Escolas de Samba, e foi recebido com muito carinho na Cidade do Samba); tomando parte nas comemorações do aniversário de nossa cidade; realizando o Círio de Nazaré congregando dezenas de milhares de devotos, sinalizando o aspecto cristão do Natal do Senhor, ao promover a multiplicação de presépios ao longo da cidade, valorizando as devoções populares como a próxima festa de São Jorge, tornando nossa cidade candidata a sediar a Jornada Mundial da Juventude - o maior evento de jovens do mundo – depois daquele que se realizará em Madri, em 2011.

Por fim, como dom Orani afirmava há um ano, na igreja mãe Catedral, mais do que o bispo tomar posse da Igreja, são os fiéis que tomam posse do bispo. Ao receber o báculo pastoral de nossa Arquidiocese, dom Orani tem-nos conduzido como o pastor que ama suas ovelhas, e nós ouvimos sua voz e de bom grado o seguimos. Te Deum Laudamus, Te, Dominum, confitemur.

Celebração de 1 ano de Dom Orani como Arcebispo do Rio

19/04/2010

Leanna Scal


No dia 19 de abril, às 11 horas, Dom Orani João Tempesta celebrou uma missa em Ação de Graças por seu primeiro aniversário como Arcebispo do Rio de Janeiro, na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Os Bispos Auxiliares, Dom Antonio Augusto Dias, Dom Assis Lopes e Dom Edson de Castro Homem concelebraram. A Igreja estava cheia: além das autoridades civis e eclesiásticas, muitas pessoas foram prestigiar Dom Orani.

Antes de iniciar a celebração, Dom Orani agradeceu, em primeiro lugar, ao Senhor e também ao povo carioca pela receptividade. Ele contou que hoje conhece um outro Rio de Janeiro, diferente daquele que antes conhecia pela mídia. E agora, depois de visitar tantas comunidades, ele percebe toda a vibração das pessoas e uma vida muito rica de acontecimentos.

Ao proferir a Homilia, Dom Orani respondeu uma pergunta que sempre lhe é feita: "Qual é o seu papel enquanto Arcebispo?" Ele explicou que, além de trabalhar com o Plano de Pastoral e de se preocupar com as principais dificuldades que existem na sociedade, sua missão é articular e estar em comunhão com as diversas experiências, que unidas, podem fazer muito mais.

- Se tenho alguma coisa a pedir a Deus nesse dia de hoje, além dos agradecimentos ao Senhor, é pedir que possamos caminhar ainda mais nessa vida de conversão, comunhão e unidade, sabendo nos aceitar, nos perdoar, e sabendo darmos as mãos e valorizar um ao outro nessa grande Arquidiocese, desejou o Arcebispo.

Em seguida, o Padre Cristiano Holtz, em nome de todos os Arquidiocesanos, leu um texto em homenagem ao Arcebispo. Nele, ele falou de como foi bom esse primeiro ano de convivência com Dom Orani.

-Dom Orani, quero manifestar, em nome do clero e de todo o povo de Deus desta Arquidiocese, que estamos muito felizes por sua presença entre nós, e que, como o senhor tem vigor de atleta, precisaremos ainda de um tempo para acompanhá-lo em seus passos. Mas temos a certeza de que podemos contar com sua generosidade e acolhida, para que, juntos, realizemos a unidade pedida pelo Senhor Jesus, e manifesta não somente em seu brasão episcopal, mas impressa em toda a sua atividade ministerial, disse Padre Cristiano.

Dom Orani agradeceu o carinho e falou que o seu presente seria criar um fundo arquidiocesano de atendimento às paróquias carentes. Ele falou ainda da alegria de ser o Pastor do povo carioca.

- Quando eu fui consultado para vir ao Rio de Janeiro, eu me assustei, pois seria uma responsabilidade muito grande. Mas a convivência com todos, apesar da dificuldade de estar em todos os lugares, é muito boa. Eu agradeço a Deus de estar aqui e poder servir, disse o Arcebispo.


Ao final da celebração, todo o clero presente seguiu para o Edifício São Francisco, anexo à Igreja, para um almoço de confraternização com Dom Orani. Dele participou também o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que fez questão de ir parabenizar o Arcebispo.

- Esse ano passou tão rápido que é a prova do quanto Dom Orani já é parte dessa Cidade. Com sua maneira tranqüila, serena, humilde, sua palavra de fé e coragem ao povo do Rio de Janeiro, disse o governador.

Após o almoço, Dom Orani e Sérgio Cabral foram ao gabinete de Dom Eugenio de Araujo Sales, no mesmo edifício, para cumprimentá-lo.