sábado, 10 de julho de 2010

A missão da Igreja

Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales

O santo Padre Bento XVI com frequência fala sobre a importância da Igreja e de sua missão nos dias atuais. O objetivo da sua missão, afirma o Papa, “é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois N’ele encontramos a sua plena realização” (Mensagem para o Dia Mundial das Missões, 2009).

Esta missão, recebida de Cristo pela Igreja, abrange o homem todo, não apenas sua alma. A razão é simples. Como formamos um todo, há uma profunda interligação entre os elementos constitutivos do ser humano. Ao tratar de assuntos não religiosos, a Igreja deve fazê-lo exclusivamente como decorrência da Fé e excluídos influxos político-partidários ou ideológicos. Frente aos problemas da sociedade civil, surgem acusações de intromissões descabidas.

A Igreja, na busca do bem comum e do bem das almas, atua em nome de Cristo neste terreno. Uma ação pastoral é válida quando procura, por todos os meios honestos, a inclusão de princípios que assegurem o pleno desenvolvimento religioso e suas consequências no tempo e na eternidade. Em uma democracia, os cidadãos devem garantir a presença das exigências cristãs em matéria de educação, trabalho, conceito de propriedade, respeito à vida, fundamentos da família e assim por diante. Fazê-lo é lícito. O critério para averiguação do caminho correto é examinar se o procedimento se refere ao plano eclesial ou avança em área privativa da competência das autoridades civis.

O mesmo se pode dizer, por exemplo, da reforma agrária. Há dois modos de abordar a questão: um é o político, modo esse reservado ao Estado; outro, enquanto envolve aspecto moral, a natureza social conferida por Deus aos bens criados. Nesse caso, merece a devida atenção da Igreja.

Acusar toda e qualquer interferência de eclesiásticos nessa matéria como indébita é uma injustiça. Também grave erro seria se ela ultrapassasse a esfera eclesial e invadisse atribuições próprias do Governo. O Concílio Vaticano II é explícito: “No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas” (“Gaudium et Spes”, nº 76). De grande sabedoria as diretrizes do Vaticano II quando insiste na importância “de uma concepção exata das relações entre a comunidade política e a Igreja e, ainda, que se distingam claramente as atividades dos fiéis (...) as quais desempenham em nome próprio guiados por sua consciência de cristãos, e aqueles que as exercitam em nome da Igreja e em união com os seus pastores”.

Diante dos desafios da história, a Igreja, como um todo, tem um papel específico a exercer, que não se identifica nem substitui o dos políticos, dos economistas, dos sociólogos, etc. É o papel de quem, levando a cabo sua tarefa especificamente religiosa, está dando uma colaboração própria para a solução dos problemas humanos. Nesse sentido, escreve o Santo Padre Bento XVI em sua Encíclica “Caritas in veritate”: “A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados; mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (nº 9).

Estas considerações visam fazer-nos refletir, antes de tomar um juízo sobre o comportamento das autoridades religiosas nos assuntos temporais. Um julgamento, fruto de uma posição pessoal, à margem da moral cristã, dos postulados da Doutrina Social da Igreja, não é cristão. Uma crítica só será merecida se verídica e autêntica. Caso contrário, transforma-se em leviana. Por outro lado, o bom senso nos diz que diante de uma acusação é conveniente e útil, antes de rejeitá-la, verificar se é justa ou se nela há parcelas que correspondem à realidade. Em vez de uma reação intempestiva de quem quer que seja, o estudo objetivo nos dá serenidade.

Há possibilidade de erros de lado a lado. Eles, contudo, jamais devem nos levar a qualquer enfraquecimento de nosso amor e devoção à obra de Cristo, pois “Ele é a cabeça do corpo, da Igreja” (Cl 1,18). Esta advertência é da maior relevância em momentos conturbados, quando surgem conflitos e dissensões.

Outro fator de notável influência na preservação da harmonia é a sincera procura da verdade nas notícias e declarações. Dada a importância dos meios de comunicação social, na formação da opinião pública, grande é sua responsabilidade na apresentação dos fatos. Às vezes, a perspectiva da Igreja é ignorada e deturpada. Ensinamentos e atividades, em diversos âmbitos, estão submetidos a análises preconcebidas, em que a interpretação subjetiva sacrifica ou anula a informação objetiva.

Não podemos deixar que a radicalização de atitudes prejudique a indispensável comunhão entre instituições e pessoas. Os cristãos, como são membros de duas sociedades (a civil e a Igreja), procurem harmonizá-las “lembrando-se que se devem guiar em todas as coisas temporais pela consciência cristã, já que nenhuma atividade humana, nem mesmo em assuntos temporais, se pode subtrair ao domínio de Deus” (“Lumen Gentium”, nº 36).

A coragem em servir à verdade, ensinada por Cristo, deve estar unida à humildade de reconhecer, caso existam, sombras na parte humana da obra do Senhor. A Graça divina nos fará ultrapassar os percalços decorrentes da fidelidade à missão recebida, assim como, caso necessário, rever procedimentos.

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Eleições


Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano

Agora que termina a Copa do Mundo e os olhares retornam para as preocupações diárias que norteiam o nosso caminhar, surgem no horizonte de nossas preocupações as próximas eleições no país.

Começam a aparecer as orientações emanadas pelas Dioceses, Regionais da CNBB, grupos organizados ligados à Igreja que publicam documentos sobre o assunto. A nossa Conferência Episcopal, na Assembléia Geral ocorrida em Brasília no último mês de maio, também publicou algumas orientações gerais sobre o momento presente.

Um dos fatores novos nas eleições deste ano é a lei chamada de Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional, sancionada pelo Executivo e confirmada pelo Judiciário para vigorar já neste ano.

Porém, devido ao teor da mesma, são muitas as discussões a respeito da validade da Lei da Ficha Limpa. É inegável que a referida lei busca, principalmente, moralizar a atividade política brasileira que atualmente encontra-se tão desgastada diante dos sérios problemas advindos das eleições e mandatos anteriores. Ocorre que, apesar do referido instituto ter sido brilhantemente aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral no último dia 17 de junho, o citado diploma legal vem sendo questionado na Justiça por diversos setores da sociedade e também por candidatos.

Em breve síntese, a Lei da Ficha Limpa determina que políticos condenados pela Justiça, em decisão colegiada, não poderão ser candidatos ao próximo pleito eleitoral. Seu principal objetivo é concretizar os anseios da sociedade, de que a política brasileira necessita urgentemente ser moralizada, por meio da admissão de políticos honestos, que deverão assumir os cargos eletivos existentes na administração pública. Segundo a referida lei, o político que tiver condenação por órgão colegiado não poderá se candidatar, tampouco assumir o cargo almejado.

Outra lei, mais antiga, também procura ajudar o Brasil para que tenhamos eleições com candidatos que respeitem o país e o eleitor não comprando votos, pois costuma existir a prática de “doar, oferecer, prometer, ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública”. É a Lei n.º 9.840, de 1999.

Outro importante benefício instituído pela Lei da Ficha Limpa é o fato de que ela poderá ser aplicada já para a próxima eleição, a ser realizada no mês de outubro. Essa possibilidade representa, a bem da verdade, o anseio da população, desejosa de ver o país andar ainda mais nos caminhos da justiça e do progresso. Além da aplicação da lei, o importante é que o assunto, discutido e noticiado, cria uma mentalidade no eleitor que deve pensar bem ao escolher os seus candidatos.

Atualmente assistimos a várias tentativas de medidas judiciais para que não vigore a referida lei. Será muito importante que, além da nova mentalidade que cresce com a discussão, o eleitor reflita sobre as razões que levam a tal situação e, muito além das leis e do ordenamento jurídico, perceba a ética e os interesses que estão aparecendo com esses gestos.

O que se espera das decisões a serem proferidas pelo Judiciário, a respeito desses pedidos de liminares, é que o interesse social prevaleça sobre o interesse particular, a fim de que a letra da Lei da Ficha Limpa não seja considerada letra morta.

Para que a Lei da Ficha Limpa tenha real validade e aplicabilidade deve prevalecer o entendimento adotado pelo eminente Ministro Ricardo Lewandowski, Presidente do TSE, segundo o qual: “O eleitor pode ter certeza de que a Justiça Eleitoral aplicará a Lei da Ficha Limpa com o máximo rigor. Ela vai pegar, pois corresponde ao desejo manifestado pela sociedade brasileira, de moralização dos costumes políticos”. (O Estado de São Paulo, 21/6/2010)

A Igreja Católica, por meio da Conferência Episcopal e das Dioceses, fez a sua parte, sendo a responsável por mais de 90% das assinaturas do projeto de Lei Popular que se transformou nesta lei esperada e festejada. Porém, sabemos que não bastam as leis. As orientações que vêm sendo publicadas supõem também uma visão da vida humana que contribua não só para a moralização do país, mas, também, para a construção da civilização do amor. Por isso recordamos que não basta apenas votar nos candidatos que têm ficha limpa. É necessário um passo maior: que se procure saber a posição do candidato acerca da vida, da família, da moral, do matrimônio. Quais são as posições sobre assuntos importantes para a vida e para sociedade de hoje e de amanhã? Para os católicos, as preocupações vão muito além de uma ficha limpa e da legislação eleitoral.

A busca para encontrar os melhores caminhos para o país foi que levou ao trabalho do projeto de lei popular, mas, para as pessoas de fé, as preocupações são ainda maiores, estão além da legislação, para que o católico exerça bem o seu direito de escolha pensando no bem da humanidade, olhando a dignidade da pessoa humana com todos os seus direitos e deveres e iluminado pela fé. Os valores que norteiam a vida vão muito além das leis que conseguimos aprovar – estão na experiência de Deus em nossas vidas, o que ilumina os corações desejosos de andar pelos caminhos de um povo que sabe do seu papel na história e não se deixa conduzir pelas facilidades de hoje, mas busca ideais muito maiores para o país onde vive.

Para o ordenamento social válido para todas as pessoas existem as leis aprovadas pelo Congresso Nacional, mas, para aqueles que creem há uma responsabilidade ainda maior, pois olhamos não apenas o bem-estar em um certo momento da história, mas também o futuro da humanidade, que será construído pelas pessoas que colocarmos, com responsabilidade, nos diversos cargos eletivos da nação. A consciência que somos chamados a ter nos compromete com a vida e o futuro das pessoas.

Agora que começam as conversas sobre as eleições e as discussões, debates e disputas se sucedem, eis um tempo importante para nossa reflexão e nosso compromisso.
49ª edição do Curso de Canto Pastoral


O Curso de Canto Pastoral chega a sua 49ª edição, em 2010, como pioneiro de música litúrgica. Sob a coordenação do Vigário Episcopal para Caridade Social, Padre Manoel Manangão, o curso acontecerá entre os dias 15 e 17 de julho, no Colégio Sacré Coeur de Marie, em Copacabana, das 8h às 17h30min.

Este curso é voltado para equipes de música e Liturgia, ao Ministério da Música e a todos os que participam da escolha dos cânticos das missas. De acordo com o Padre Manangão o objetivo é ajudar na percepção da música na liturgia e atualizar o repertório.

-Esse é um momento de aprendizagem, onde será possível, entre outras coisas, aprender sobre a colocação de voz e ter uma noção maior da técnica do canto, explica Padre Manangão.

O curso de Canto Pastoral vai contar com a presença de profissionais renomados como a Irmã Miria Killing, da Congregação do Imaculado Coração de Maria e Frei Joel, frade Franciscano, compositor e mestre de órgão, harmonia e contraponto. O padre Jorge Luiz Neves, Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Paz, também estará presente.

Para se inscrever, basta procurar a sede do Vicariato para a Caridade Social, no prédio da Arquidiocese do Rio, localizado na Rua Benjamim Constant, 23, no bairro da Glória.

- O curso começa no dia 15 de julho, o ideal é se inscrever até o dia 14, mas também vai ser possível fazer inscrição horas antes do inicio das aulas, no local. O preço é R$ 50, o que dá direito a uma apostila e CDs.

Padre Managão disse ainda, que os participantes podem levar seus violões e instrumentos de percussão. Para outras informações sobre o Curso de Canto Pastoral, ligue para 3477-2199.

Formações

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Não tema o novo

Permita que a vida lhe ensine
A vida é marcada por novidades. À medida que vivemos, deparamo-nos cotidianamente com inúmeras descobertas. Em determinados momentos, as novidades vividas são ruins, em outros, são boas, mas, querendo ou não, o “novo” sempre vem e mudanças sempre acontecem. Alguém que vai embora, um emprego que se perde, um amor que vai embora, a vida nos reserva muitas surpresas e, por intermédio delas, podemos sempre crescer.

Existem mudanças que podem ser positivas, outras até mesmo necessárias. Quando rompemos com o medo, assumindo, com humildade, a graça de não sermos sabedores do futuro, podemos ser extremamente formados pelo mistério, que, aos poucos, vai se revelando, desvelando nossa verdade e acrescentando àquilo que somos.

O “novo”, as mudanças, as perdas revelam aquilo que somos, pois, à medida que vamos reagindo diante de cada nova situação, vamos descobrindo novas áreas de nós mesmos, e podemos compreender um pouco mais quem somos nós. Não é pela ação que você conhece uma determinada pessoa, mas por suas reações, pois, as ações podem ser programadas e as reações sempre são naturais.

Cada tempo novo, cada situação nova na vida, é um momento privilegiado para se descobrir no melhor e no pior, nas fraquezas e nas virtudes. Não existe crescimento sem autoconhecimento. Por isso não podemos temer o “novo”, pois quando o vivemos bem, deixando as coisas acontecerem a seu tempo, crescemos significativamente na compreensão do mistério que somos nós.

Não fugir de si mesmo, e de algumas mudanças necessárias, é um caminho de cura e maturidade. Enfrentar-se, com humildade e paciência, diante das próprias limitações, significa preparar o caminho para a virtude.

A felicidade habita no coração que, aos poucos, se torna livre, natural e sem ilusões a respeito de si e da vida.

Não tema o “novo”, as mudanças, enfim, não tema se descobrir. Permita que a vida lhe ensine a se aceitar e amar aquilo que você realmente é, desprendendo-se de ilusões e de idealizações irreais.
Quando começamos a nos compreender, alcançamos a capacidade de transformar “invernos” em belíssimas “primaveras”. Faça essa experiência!


Foto Adriano Zandoná
Adriano Zandoná Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .

quarta-feira, 7 de julho de 2010

 
PROPAGANDA DA DULOREN OFENDE A IGREJA CATÓLICA 


A marca de lingeries Duloren revelou por meio de seu Twitter uma foto de sua nova campanha "publicitária" "Pedofilia, não!", que será lançada nesse mês de julho de 2010.
A peça publicitária polemiza ao trazer uma mulher em trajes íntimos apontando um crucifixo para um um homem de costas, que nos leva a identificar como sendo um padre, pela roupa e pelo local onde se dá a cena, em plena Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma, Itália.
A marca tenta fazer uma crítica aos recentes casos divulgados pela imprensa de abuso sexual a crianças por representantes da igreja católica.
Mas, afinal, o que é que tem a ver peça íntima de mulheres, com igreja católica e com pedofilia – que trata de crianças vítimas- e não de mulheres..?
Só pode ser mais um afronte e desrespeito a nossa Igreja Católica, como os diversos casos que têm acontecido recentemente, tal como o caso da peça publicitária de uma fabricante de automóveis, que graças a Deus foi tirada do ar pela empresa, que reconheceu a inadequação da peça.
Há dez anos a Duloren não fotografava uma campanha no exterior, e escolheu a Itália, e justamente a Praça de São Pedro no Vaticano como locação para as novas fotos. Local tão sagrado para nós católicos do mundo inteiro.
A Duloren, pela primeira vez, vai usar mídias sociais para divulgar a nova campanha, além da mídia impressa e peças publicitárias em lojas da marca. O que torna a campanha mais tendenciosa ainda, pois chegará a um número maior ainda de pessoas no mundo inteiro.
A Simples Agência é responsável pela ação online e o anúncio foi criado pela Agnelo Pacheco Rio.

Por isso irmãos em Cristo, estamos iniciando uma campanha de repúdio a essa peça publicitária e conclamamos a todos os católicos que enviem e-mails para a Duloren, demonstrando o nosso repúdio a que essa peça publicitária seja veiculada, solicitando que a empresa tenha respeito pela nossa fé e pelos nossos locais sagrados e não divulgue tal propaganda como foi feita.
Vamos encher a caixa de e-mails da Duloren!!!!!!!
E caso a empresa não demonstre respeito pela nossa fé, conclamamos ainda todas as mulheres católicas para que não comprem qualquer lingerie da Duloren.
Vamos mostrar a nossa força, de uma forma que as empresas muito conhecem e dão valor, o dinheiro. Ou seja, vamos agir para que o faturamento da Duloren seja abalado pelas "não compras" de seus produtos pelas mulheres católicas do mundo inteiro.
Endereço da Duloren para enviarmos nossos protestos:
 
 
Fonte: http://www.comunicacaocatolicanaweb.blogspot.com/

sábado, 26 de junho de 2010

A diferença de idade no namoro
Por: Dado Moura

Namorar é a maneira de identificar em alguém as qualidades que admiramos e sonhamos viver em comum na vida a dois. De modo geral, todos nós já fizemos alguma “triagem” sobre o outro, quando estávamos buscando por um(a) namorado(a). Nisso, estabelecemos pontos básicos para filtrar os possíveis pretendentes, que, de certa maneira, deveriam se enquadrar no nosso perfil e corresponder ao nosso estilo de vida. Por exemplo, a pessoa que gosta de uma vida noturna, certamente vai procurar por alguém que também aprecie esse tipo de lazer e, assim, sucessivamente.

Mas nem tudo que é importante para uma pessoa pode ser relevante para uma outra.
Quando se fala em namoro, normalmente trazemos à memória uma pessoa solteira ainda na juventude e que deseja estabelecer uma vida partilhada como casal. Mas esse desejo não é um privilégio apenas das pessoas mais jovens. Não há um limite de idade para alguém deixar de viver a troca de experiências dentro do namoro, pois sempre encontraremos pessoas mais velhas desejando encontrar a felicidade na companhia de alguém.

Embora a vivência de um relacionamento seja um direito de todos, há muita resistência por parte de algumas pessoas ao verem um casal de terceira idade namorando. Entretanto, as atenções se voltam aos casais, de maneira especial, quando a disparidade de idade entre eles corresponde a algumas dezenas de anos; independentemente, se essa diferença venha favorecer a mulher ou o homem. Qual seria a razão de uma pessoa se sentir interessada por outra mais jovem?

Sem desejar estabelecer aqui uma regra ou criar dados estatísticos, percebo que as pessoas mais velhas e solteiras buscam encontrar alguém da sua faixa etária. Para estas a maturidade e o interesse comum pelas coisas são altamente valorizados para a garantia do sucesso em seus relacionamentos. Noutro extremo há aquelas pessoas que se relacionam com um(a) namorado(a) mais jovem. Algumas moças se sentem atraídas por homens mais velhos, talvez, por terem vivido más experiências em namoros com pessoas da mesma idade. Elas se encantam com a maturidade do namorado mais velho. Nessa última comparação, muitas vezes, são homens que vêm de um casamento falido, viúvos ou separados, desejando encontrar na namorada a esposa para viver aquilo que, nem sempre, não conseguiram realizar no relacionamento anterior.

O inverso também pode acontecer, ou seja, uma mulher mais velha se interessar por um rapaz mais jovem. A vantagem que essas pessoas mais vividas levam sobre seus parceiros mais jovens está na experiência adquirida ao longo da vida. A maneira como elas veem o mundo, as suas expectativas quanto ao futuro, as descobertas realizadas e os desafios superados nos relacionamentos anteriores serão uma reprise quando o outro começar a viver as mesmas coisas.

A pessoa mais experiente deverá estar ciente da necessidade de moldar seus valores e hábitos agora na presença de alguém mais jovem, sem deixar de considerar que sua maturidade sempre estará defasada em 10, 15, 20 anos…em comparação ao outro. Pois, os interesses e o teor da conversa são diferentes, assim como a faixa etária dos amigos dos dois, as brincadeiras do convívio, por sua vez, também são peculiares à idade de cada um. Enfim, a perspectiva e a leitura que ambos fazem da vida têm outro significado, o que poderá ser motivo para gerar ciúme.

Sem tolher suas experiências e expectativas diante das descobertas próprias da idade, o casal vai precisar desenvolver a paciência para que o mais jovem amadureça diante das etapas da vida a dois, especialmente quando afloradas no desafio dos cismas próprios dos relacionamentos.

Todavia, não podemos julgar que um relacionamento com tais características seja   impossível de dar certo. Percebemos que nesse “mix” de exemplos, os critérios que fazem alguém se interessar pelo outro são diferentes no grau de relevância. Seja qual for a escolha, há sempre a necessidade de estar ciente das exigências e das possíveis complexidades que uma diferença de idade poderá trazer para a vida do casal. Quanto maiores são as diferenças tanto maiores serão as renúncias, pois ainda que as pessoas mais velhas acreditem ser tão ativas quanto o(a) namorado(a) mais jovem, elas não poderão negar que são a idade que têm, tampouco poderão reduzir os números de anos com o passar do tempo.

Um abraço

Dado Moura

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A força dos cenáculos na evangelização

Vamos meditar o Evangelho de São Marcos 16,9ss.

A missão da Obra de Maria é evangelizar de todas as formas com alegria. Testemunhamos que esses 20 anos é uma caminhada de fé, e para que essa caminhada possa ser vivida no dia a dia precisamos nos pautar em algumas pistas que Jesus no dá pela Palavra.

Jesus não está morto, Ele está vivo! Muitas vezes nos colocamos como se Jesus estivesse morto. Hoje muitos de nossos amigos, estão tristes e chorosos, muitos de nossas famílias também. Como os discípulos que pensavam que Jesus estava morto, mas Jesus os surpreendeu. Quem prevê calamidades sofre duas vezes. Parece que para os discípulos não tinha mais solução.

O que é a Boa Nova, senão saber que Jesus está vivo e continua operante. Os milagres de hoje confirmam que Jesus continua fazendo milagres. Mas o milagre se dá por dois caminhos, você precisa levar a sua água para que Jesus transforme em vinho.

Uma grande parte do rebanho de Cristo está sendo devorado, o rebanho precisa ser buscado de volta. Muitas vezes ficamos em nossas paróquias esperando que o povo venha, mas não vamos atrás, e quando a pessoa vem ainda não é bem acolhida. E vendo esse povo vai embora e não volta, surge o desejo de ir em busca. Não podemos ficar esperando que o povo venha a igreja, mas a Igreja diz: “Vamos ao encontro dessas pessoas e levá-las a Jesus”.

Se não tivermos experiência com Jesus nunca poderemos falar com autoridade sobre Ele. Ter experiência com Jesus exige de nós atitude. Na nossa fraqueza podemos pedir o auxílio do Espírito Santo para que Ele haja em nós para os da nossa casa.

"Se não tivermos experiência com Jesus nunca poderemos falar com autoridade sobre Ele"


Eu devorei “O documento de Aparecida”. O parágrafo 226 diz que precisamos levar às pessoas a uma experiência querigmática. E o que fazer? Tenha fé em Jesus, mas sozinho você não conseguirá, peça ao Espírito Santo. É preciso testemunhar e não só falar.

Através do cenáculo levamos o Espírito Santo às pessoas. Jesus está vivo e continua operante. As lágrimas que você está derramando, Jesus está vendo. Talvez seu esposo esteja lhe traindo, mas viva a experiência com Jesus e você vai ver a libertação de seu marido. Jesus está vivo e operante!

“Nossos fiéis procuram comunidades cristãs onde são acolhidos e valorizados” (DA). Quando nos sentimos amados somos capazes de dar a vida.


No cenáculo temos o momento de partilhar a Palavra, e ajudamos as pessoas a entenderem a Palavra. Não podemos censurar, mas devemos ajudar as pessoas entenderem.

“Os fiéis precisam aprofundar no conhecimento da Palavra de Deus” (DA). Como falar de Jesus se não O conheço?

Ser católico é muito mais que ir a Missa, é atualizar o sacrifício. A Missa termina e começa nossa missão. É preciso ter compromisso missionário.

O cenáculo vai até a casa daqueles que perderam o encanto de ser católico. Mas não espere a Obra de Maria ir a sua casa para fazer o cenáculo, faça você mesmo. É simples! É necessário o Terço e a Bíblia e o Espírito Santo agirá na sua família.