terça-feira, 23 de agosto de 2011

Papa confirma o Rio, sede da Jornada Mundial da JUVENTUDE em 2013

Mais um grande evento internacional para o Rio de Janeiro e o Brasil.O papa Bento XVI confirmou, na manhã  do domingo (21), em Madri, que o Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013, a de número XXVII. O evento foi antecipado em um ano para não coincidir com a realização da Copa do Mundo, no ano seguinte. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes acompanharam a missa celebrada pelo papa, onde foi feito o anúncio.
O governador carioca já declarou que pretende transformar a Jornada Mundial da Juventude em um encontro ecumênico. “Como o nosso Cristo Redentor, estaremos de braços abertos, esperando essa multidão de jovens de todo o mundo em busca de paz, harmonia e solidariedade”, disse Cabral.
Ainda em 2013, a cidade-maravilhosa será uma das sedes da Copa das Confederações, evento preparatório para o Mundial de 2014, que também será disputada no Rio. Em 2016 é a vez dos Jogos Olímpicos que, pela primeira vez, serão disputados em um país da América do Sul.
O Rio será a segunda cidade latinoamericana a receber o evento, a outra foi Buenos Aires, com a primeira Jornada, em 1987. Cerca de 20 milhões de jovens acompanharam os encontros que, além do Vaticano, aconteceram na capital argentina, em Santiago de Compostela (España), na cidade de Czestochowa (Polonia), em Denver (Estados Unidos), Manila (Filipinas), París (França), Roma (Italia), Toronto (Canadá), Colonia (Alemanha) e Sydney (Austrália.
O Sumo Pontífice anunciou o Rio depois de rezar o ‘Angelus’, na solenidade que reuniu mais de 1 milhão de peregrinos no aeródromo madrilhenho de Quatro Vientes.  A missa celebrada completou uma intensa série de atos religiosos no decorrer destes dias, e que teve seu ponto alto neste final de semana.  Em razão do forte calor, 2,753 pessoas foram atendidas entre o sábado e domingo.
As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram em 1984, por iniciativa do Papa João Paulo II. A inicial foi em Roma, marcando as celebrações do Ano Santo da Redenção. Passou a ser permanente e cada encontro internacional tem como lembra uma frase bíblica e todas contam com um hino, inspirando os jovens a refletir sobre o Evangelho. A cada tres anos acontece um evento de caráter mundial, onde a celebração se estende por uma semana, com manifestações religiosas, culturais e festivas e se completa com uma Eucaristia comandada pelo Papa.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

JMJ: a realidade de um sonho do coração de Deus


Tudo começou com um encontro promovido pelo Papa João Paulo II em 1984. Foi um encontro de amor, sonhado por Deus e abraçado pelos jovens. Vozes que precisavam ser ouvidas e um coração pronto para acolhê-las.
Cerca de 300 mil jovens estiveram unidos ao Santo Padre na Praça de São Pedro, no Vaticano. E os encontros continuaram: novamente em Roma (1986 – Diocesana), em Buenos Aires (Argentina – 1987), em Santiago de Compostela (Espanha – 1989), em Czestochowa (Polônia – 1991), em Denver (Estados Unidos – 1993), em Manila (Filipinas – 1995), em Paris (França –1997), em Roma (Itália – 2000), em Toronto (Canadá – 2002). Com Bento XVI em Colônia (Alemanha – 2005) e em Sidney (Austrália – 2008).
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como foi denominada a partir de 1985, continua a mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora e o rosto de Cristo em cada jovem.
Essa história de amor viverá mais um capítulo esta semana: de 16 a 21 de agosto, em Madri, na Espanha, são esperados em torno de um milhão de jovens para a XXVI Jornada Mundial da Juventude.
“Amados jovens, a Igreja conta convosco! Precisa da vossa fé viva, da vossa caridade e do dinamismo da vossa esperança. A vossa presença renova a Igreja, rejuvenesce-a e confere-lhe renovado impulso. Por isso, as Jornadas Mundiais da Juventude são uma graça não só para vós, mas para todo o Povo de Deus”, disse Bento XVI em sua mensagem para a JMJ deste ano.
 Vigília: Madri e Rio unidos em oração
O Rio é candidato a sediar a próxima JMJ que acontecerá em 2013. A expectativa pelo anúncio do país e da cidade sede da jornada seguinte sempre é um momento de grande emoção para todos.
Os jovens que estiverem no Rio poderão partilhar este momento durante a Vigília JMJ no Maracanãzinho, promovida pela Arquidiocese do Rio.
A vigília terá início às 22h do dia 20 e seguirá até as 6h do dia 21. O evento ocorrerá simultaneamente a um dos principais eventos da Jornada em Madri, a Vigília e Santa Missa com o Papa Bento XVI, na noite do dia 20 para o dia 21. Na Celebração Eucarística, a homilia do Santo Padre será retransmitida ao vivo, direto de Madri.
Os ingressos serão limitados e a distribuição, gratuita, será feita antecipadamente nas paróquias da arquidiocese.
Além do momento de Adoração Eucarística e louvor, o evento terá a presença de vários Ministérios de Música.
 Um testemunho contagiante
As cidades que sediam uma Jornada ganham, de verdade, um ‘colorido’ diferente. São centenas de nacionalidades misturadas e integradas. Coisas que são consideradas empecilhos em outras situações, como o desconhecimento da língua e a diversidade cultural, tornam-se até atrativos em uma JMJ.
Além do fato de estar em outro país, com seus encantos turísticos, a participação na Jornada requer um corpo preparado para as ‘durezas’, como o chão do alojamento e as filas de banho, mas requer também um coração aberto para as maravilhas que Deus tem preparado para cada um.
São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que creem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.
Veja algumas das principais atividades para os dias da JMJ (o horário é o da hora local, em Madri):
Dia 16, às 20h: missa de inauguração da JMJ
Dia 18, às 12h40: entrada do Papa em Madri. Às 16h: recepção ao Papa e às 19h30: cerimônia de boas-vindas aos jovens
Dia 19, às 19h30: Via-Crúcis
Dia 20, às 16h: os jovens começarão a chegar ao aeródromo “Quatro Ventos”. Às 20h terá início a Vigília com o Papa
Dia 21, às 9h30: Missa de Envio da JMJ

Fonte: Radio Catedral FM

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quer entrar no Ministério de Música da Capela Santa Rita de Cássia ? Saiba como.

Você que sabe cantar, ou não sabe mais quer aprender e tem vontade de cantar na igreja.
Você que sabe tocar algum instrumento (Guitarra, bateria, teclado, baixo...)
Venha participar do nosso Ministério de música!!
É só deixar um comentário aqui em baixo, dizendo:
Nome:
E o que você sabe fazer:

Ensaios aos sábados, ás 18:00hrs
Venha participar!!





domingo, 24 de julho de 2011

Os 10 Princípios de um namoro Cristão

NAMORO SANTO É POSSÍVEL

‘É possível namorar sem desagradar a Deus? Ou seria melhor inventar outra forma de relacionamento?” A Bíblia (que deve ser nosso livro de princípios, nossa regra de fé e prática) não fala nada específico sobre o namoro. Não existe nela o termo ‘namorar’. Mas há alguns casos que revelam esse tipo de relacionamento antes do casamento. É o caso de Jacó e Raquel - ele a amou logo de cara e se dispôs a trabalhar para seu pai durante sete anos para tê-la como esposa (Gênesis 29). Aí temos um dos primeiros significados do namoro: é um tempo de dedicação e compromisso. Já imaginou ter que trabalhar de graça para conseguir uma namorada? É preciso muito amor mesmo! O que nem sempre acontece hoje em dia…
Hoje, quase ninguém quer saber do fator ‘amor’ entre o casal, principalmente no namoro. Ele acabou ficando em segundo plano. Primeiro vem a atração, depois a paixão. E é aí que está o problema: atração e paixão são vontades da nossa carne, não são sentimentos. E quando satisfazemos à carne… é problema na certa. Duvida? Pois vamos aos fatos: O ‘ficar’ Ficar, ou sair por aí com alguém como se fosse namorado sem o ser, virou moda. ‘Vamos beijar, beije todos os que estiverem ao seu lado’, falou certa vez a cantora Ivete Sangalo em dos seus shows na praia de Florianópolis. E não era de ‘ósculo santo’ que ela estava falando! ‘Namorar só depois de conhecer bem a pessoa’, me disse uma amiga. Só que o ‘conhecer bem’ incluía a relação a sexual - dos beijos ao ato em si. A mídia reforça a idéia: ‘o que você acha de transar antes de namorar?’ era a pergunta num programa na televisão. E o pior: as respostas eram ‘normal’, ‘depende do cara’, ‘legal’… Agora reflita: há compromisso e dedicação quando ‘ficamos’? Não. Há amor verdadeiro? Também não, no máximo atração ou paixão. É só para satisfazer um desejo da carne. E qual o problema nisso? Nosso Deus é um Deus que se agrada de compromissos. E se você não consegue fazer isso com quem está ao seu alcance, imagine com Ele. As conseqüências dessa falta de compromisso.
A família é um projeto do coração de Deus, e o diabo quer destruí-la. Logo, namoro sem compromisso leva a casamentos desfeitos e relacionamentos também sem compromisso. Adolescente que fica hoje, não vai querer casar amanhã, só ‘morar junto’ - livre de compromisso perante a lei e perante Deus. Esse é o plano de Satanás. Ficar é só para satisfazer a um desejo momentâneo, e ‘os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.’ (Gálatas 5:24) Tenho compromisso. E agora? Talvez você não esteja ‘ficando’, mas decidiu namorar alguém. E esta é a palavra: decisão. Amar alguém também faz parte de uma decisão. Ben Wong, disse que para um casamento ser duradouro é preciso que o casal tenha em mente que decidiu amar àquela outra pessoa pelo resto de sua vida. Se você decidiu assim, não vai dar lugar para os famosos pensamentos do tipo ‘o amor entre nós acabou’. E é claro, vai fazer de tudo para cultivar esse amor com gestos e atitudes. No namoro, a decisão não é menos importante. Principalmente se você tiver em mente ‘o que é o namoro’. Esse tempo de compromisso e dedicação é, na verdade, um privilégio. É o tempo que temos para conhecer a outra pessoa. Já se foi (ainda bem!) aquela época em que os pais escolhiam os cônjuges de seus filhos de acordo com seus interesses financeiros, sem que o casal ao menos se conhecesse. Agora, a decisão é de cada um. Mas se você decide namorar, é porque decide ‘conhecer’ alguém, e com um objetivo. Conhecer alguém significa saber de seus defeitos e qualidades. Saber o que o deixa feliz e o que o entristece. Saber seus gostos e preferências. Saber qual sua personalidade e saber se é bom ou mau caráter. Saber o que está por trás da ‘casca’ que, aparentemente, agradou! Será que a fruta é boa mesmo? Depois disso vem o noivado. É uma segunda etapa do namoro. É a época de fazer planos, sonhar mais alto, projetar um casamento, a construção de uma nova família. E então, finalmente vem o casamento: o objetivo final do namoro. A consumação de um relacionamento de amor. Uma decisão, e das mais importantes. Pratique o namoro santo! Doze características de um relacionamento que tem, como prioridade, a busca de santidade e da vontade do Senhor: Antes de namorar, sejam amigos. A amizade é fundamental para um relacionamento dar certo. Permaneçam ’só amigos’ o máximo de tempo possível! Busquem orientação de Deus antes e durante o namoro. Se vocês não têm vergonha de beijar um ao outro, então porque ter vergonha de orar juntos? Estabeleçam alvos conjuntos. Façam do namoro o primeiro passo para um casamento. Nem sempre o namoro vai acabar num altar, mas esse deve ser o objetivo principal. Só comece a namorar com essa intenção, nunca para se divertir ou como passatempo.
 Não façam do namoro ou um do outro prioridade. Enquanto vocês não são casados continuam debaixo do cuidado dos pais, autoridades colocadas por Deus sobre suas vidas. A suas famílias devem ser prioritárias. A aprovação deles em tudo o que fizerem é imprescindível. Lembrem-se do mandamento: ‘Honra a teu pai e tua mãe…’ e Deus lhes mostrará que é fiel! Não se isolem. Muita gente, após um namoro desfeito, descobre que não tem mais amigos. Eles foram sumindo aos poucos, enquanto o namoro era autocentralizado. Não se sintam ‘dono do outro’. O namoro é apenas uma fase de conhecimento do parceiro (a), não significa que você tem posse sobre ele (a). Não se impeçam de, as vezes, saírem sozinhos (a) ou com a turma; Não dêem lugar ao diabo (Efésios 4:27). Não fiquem sozinhos em casa, não namorem no escuro. Não façam aquilo que virá a despertar desejos mais íntimos ou sexuais. Só façam um com o outro aquilo que não teriam vergonha de fazer na frente dos outros.
Aproveitem esse tempo para conversar e abrir seus corações. Mas se vocês não são adeptos da corte (ver artigo ‘Namoro ou corte’), pelo menos coloquem beijos e abraços em segundo plano e sempre com moderação; Aprendam a demonstrar carinho com respeito. Palavras doces, pequenas surpresas e programas agradáveis a sós podem revelar seu amor pelo outro sem que suas convicções se choquem. Busquem o máximo de intimidade visando o conhecimento mútuo sem que seja necessário defraudação do corpo do outro. Intimidade também significa familiaridade. Duas pessoas íntimas se dedicam particular afeição. Façam com que a paz de Deus seja o árbitro. Namoro turbulento e cheio de neuroses não esta com nada. Não dêem ouvidos para que os outros falam, ou o que a sociedade vem impondo sobre namoros ‘modernos’. Lembrem-se que estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Não se acomodem, não se conformem com o que está errado. Sejam firmes. E sejam felizes! ‘E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.’ (Romanos 12:2)
Fonte: www.anjoguardiao.com

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"O poder paralelo dentro da Igreja" - Parte II

http://www.youtube.com/watch?v=bMM2mDbA5WQ&NR=1

"O poder paralelo dentro da Igreja" Pe Paulo Ricardo

http://www.youtube.com/watch?v=D3bgyw0nRFA&feature=player_embedded#at=90

Artigo do Cardeal Odilo Pedro Scherer

                                Artigo do Cardeal Odilo Pedro Scherer

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.


Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!

“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.

A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.

Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.

A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.


Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?

As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A adoração ao Santíssimo Sacramento

Caros amigos e amigas,

Confira artigo de Dom Celso Antônio Marchiori, Bispo de Apucarana (PR) sobre a adoração ao Santíssimo Sacramento. Como Bispo, mestre e pai na fé, Dom Celso nos instrui e recorda o que o Magistério da Igreja, a Tradição e a Escritura nos fala sobre este assunto. leia e divulgue!



O QUE A IGREJA FALA SOBRE A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

A Igreja nos ensina que “a reserva do Corpo de Cristo para a Comunhão dos enfermos criou entre os fiéis o louvável costume de se recolherem em oração para adorar Cristo realmente presente no Sacramento conservado no sacrário. Recomendada pela Igreja aos Pastores e fiéis, a adoração do Santíssimo é uma alta expressão da relação existente entre a celebração do sacrifício do Senhor e a sua presença permanente na Hóstia Consagrada”. (Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Ano da Eucaristia, n. 13)

Sobre este ponto assim se expressou João Paulo II em sua Exortação Apostólica Pós-sinodal, Sacramentum Caritatis, n. 66: “De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d´Aquele que comungamos. Precisamente assim, e somente assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. Com efeito, somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras, não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros”.

Portanto, “O permanecer em oração diante do Senhor vivo e verdadeiro no santo Sacramento amadurece nossa união com Ele: dispõe-nos para a frutuosa celebração da Eucaristia e prolonga as atitudes de culto por ela suscitadas”. (Ano da Eucaristia. n. 13)

SEGUNDO A BÍBLIA, O QUE DEUS NOS FALA SOBRE A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Na Bíblia não vamos encontrar literalmente a expressão: “adoração ao Santíssimo Sacramento”. Mas, na verdade, o que é o Santíssimo Sacramento? É Deus presente no meio do seu povo. É Jesus atuando na história. Portanto, vamos encontrar na Bíblia diversos textos que nos sugerem adoração a Deus. De fato, somente a Deus devemos adorar. Adorar a Deus é o máximo que podemos fazer enquanto passamos pelos caminhos da existência terrestre. Nossa primeira atitude como criaturas diante do Criador é, sem dúvida, a adoração. Pela adoração exaltamos a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas. No Antigo Testamento podemos ler frequentes vezes expressões como estas: “Todo o povo se prostrou com o rosto em terra para adorar e bendizer no céu aquele que os havia conduzido ao triunfo” (1Mac 4, 55). “Assim vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas vosso nome adorarei”(Sl 62, 5). “É somente a vós, Senhor, que devemos adorar”(Br 6, 5). “Prostrando-se diante dele, o adoraram”(Mt 2, 11). “…os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja”( Jo 4, 23). Quando nos prostramos em adoração a Jesus no Santíssimo Sacramento, somos muito mais felizes que Abraão, Moisés, Davi, os Profetas… Sem dúvida, eles adoraram a Deus Santíssimo, ou como é comum na Bíblia, ao Deus três vezes Santo, ou ao Santo, Santo, Santo, o Senhor Deus do universo. Mas como nos diz a Palavra em Hb 11, 13, eles “morreram firmes na fé. Não chegaram a desfrutar a realização da promessa, mas puderam vê-la e saudá-la de longe e se declararam estrangeiros e peregrinos na terra que habitavam”. Nós, porém, somos privilegiados. Diante do Santíssimo Sacramento, nossa experiência se identifica com a experiência dos Apóstolos, pois estamos diante de Jesus vivo e operante. No silêncio, ele nos ensina como Mestre. Encerrado no Sacrário, Ele nos dá a liberdade, escondido na Hóstia Consagrada Ele nos revela a glória de Deus Pai e o poder do Espírito Santo. Assim como no deserto o Senhor Deus libertou seu povo da escravidão do Egito, no Santíssimo Sacramento o Senhor Jesus nos liberta de nossa aridez espiritual, de nosso egocentrismo, de nossos vãos desejos. Ele nos liberta da escravidão do pecado e nos conduz à vida da graça. Ele nos aproxima do Pai celestial e de todos os irmãos e irmãs, faz-nos crescer em comunhão, torna-nos solidários com os mais carentes e nos abre o coração para acolhermos a vontade de Deus. No Santíssimo Sacramento, Jesus é nosso refúgio e nossa segurança, nossa paz, nosso caminho, nossa vida e nossa verdade. Ali no tabernáculo Jesus nos aponta para o Tabernáculo eterno.

1.1. COMO PREPARAR-SE PARA PRATICAR A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

É recomendável, para um aproveitamento mais eficaz da devoção eucarística, que os adoradores estejam em estado de graça, ou seja, que pratiquem a confissão sacramental com mais frequência, busquem viver uma vida digna, sejam testemunhas fiéis, sejam assíduos à leitura orante da Bíblia, especialmente que conheçam os Santos Evangelhos como também tenham sempre mais interesse pelo estudo da doutrina católica, sobretudo pelo que a Igreja ensina através de seu Catecismo e de seus documentos. Reconhecendo Jesus na Eucaristia, precisamos também reconhecê-lo entre nós, em todas as pessoas e especialmente na pessoa dos mais sofredores.

1.2. COMO FAZER A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Segundo a tradição da Igreja, exprime-se de diversas modalidades:

– a simples visita ao Santíssimo Sacramento, conservado no Sacrário: breve encontro com Cristo, sugerido pela fé na sua presença e caracterizado pela oração silenciosa;

– a adoração diante do Santíssimo Sacramento exposto, segundo as normas litúrgicas, na custódia ou na píxide (receptáculo da Eucaristia) de forma prolongada ou breve;

– a adoração perpétua, a das Quarenta Horas ou noutras formas, que empenham toda a comunidade religiosa, uma associação eucarística ou uma comunidade paroquial, e que são ocasião de numerosas expressões de piedade eucarística (cf. Diretório, 165).

- cada um de nós tem sua criatividade; são inúmeras as formas que nos ajudarão a adorar profunda e respeitosamente a Jesus Eucarístico; diversos são os instrumentos que podemos usar para nos ajudarem a rezar com eficácia diante do Santíssimo. Temos a Bíblia, especialmente os Salmos, o rosário é um valioso e eficaz instrumento para nossa adoração, existe ainda uma infinidade de livros de orações. Mas nunca nos esqueçamos de que se faz muito importante o silêncio. A oração silenciosa e contemplativa é de um valor sem medida, precisamos resgatar o silêncio em nossas adorações eucarísticas. Nós precisamos aprender a cultivar o silêncio que nos leva às profundezas do ser, onde podemos realmente ter um encontro alegre e salvífico com o Senhor.

1.3. QUAIS OS BENEFÍCIOS E EFEITOS DA ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, além de nos encher de alegria, também amadurece nossa união com Ele; somos mais livremente conduzidos à celebração da Eucaristia e saudavelmente crescemos no amor a Deus e ao próximo. Em outras palavras, essa relação pessoal com o Senhor favorece um contínuo crescimento na fé e prolonga a graça do Sacrifício Eucarístico celebrado especialmente no Domingo (Dies Domini). A Eucaristia estimula à conversão e purifica o coração. Reaviva nosso coração e nos impulsiona à celebração da Missa Dominical. O ato de adorar Jesus no Santíssimo Sacramento nos aproxima de Deus Pai, abre nosso coração para a ação do Espírito Santo, faz arder nosso coração quando lemos as Escrituras, especialmente os Santos Evangelhos, impulsiona-nos para irmos ao encontro dos irmãos, especialmente os mais necessitados, firma-nos como discípulos e nos faz ardorosos missionários. Nosso “encontro com o Senhor, presente na Eucaristia, amadurece também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também e, sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros” (Bento XVI). A adoração ao Santíssimo Sacramento purifica e alimenta a comunhão entre os esposos; tonifica o ministério dos Pastores da Igreja e a docilidade dos fiéis ao seu magistério; os enfermos experimentam a comunhão com o sofrimento de Cristo; todos se sentem motivados a buscar a reconciliação sacramental para poderem comungar com proveito; a comunhão e a unidade são garantidas entre os múltiplos carismas, funções, serviços, grupos e movimentos no seio da Igreja; todas as pessoas empenhadas nas diversas atividades, serviços e associações de uma paróquia, são identificadas por atitudes pautadas pelos valores do Evangelho e por uma espiritualidade de comunhão; e ainda, a adoração ao Santíssimo sustenta as relações de paz, de entendimento e de concórdia na cidade terrena, entre todos os seres humanos. “Prostrando-nos diante da Eucaristia, aprenderemos de maneira certa o que significa comunhão, cultura do diálogo, vida solidária, serviço aos mais necessitados e respeito à dignidade humana. Graças à iniciativa do Senhor que quis permanecer conosco podemos aprender dele as melhores lições.

A busca incessante de muitos homens de hoje em responder às suas grandes perguntas não pode ser desvinculada da fé que nos faz prostrar diante de Jesus “simples” (DIEGO TALES). Portanto, “Permaneçamos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa fé e o nosso amor os descuidos, os esquecimentos e até os ultrajes que nosso Salvador deve sofrer em tantas partes do mundo” (Mane Nobiscum Domine, n.18). No documento para o Ano da Eucaristia, nº 6, encontramos este salutar ensinamento: “A Eucaristia nos torna santos, e não pode existir santidade que não esteja encarnada na vida eucarística. “Quem come a minha carne viverá por mim” (Jo 6, 57).

1.4. QUAIS OS PREJUÍZOS QUANDO NÃO PRATICAMOS A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Segundo o Papa Bento XVI, “pecaríamos se não adorássemos” o Santíssimo Sacramento. Diante de Jesus Sacramentado encontramos refúgio, alento, renovação de nossas forças desgastadas pelos inúmeros trabalhos e preocupações. Se deixarmos de procurar Jesus no Santíssimo Sacramento não estaremos em comunhão com Ele que se entrega totalmente a nós na celebração da Missa. Não praticar a adoração ao Santíssimo Sacramento pode significar que Jesus não está em primeiro lugar em nossa vida. E se Ele não ocupa o primeiro lugar em nossa vida, estamos em dificuldades, pois “sem Ele nada podemos fazer” (Jo 15, 5); sem Jesus deixamos de produzir frutos, ou seja, virtudes, atos de amor, e se não somos virtuosos ou não praticamos atos de amor, tornamo-nos perigosos para nós mesmos e para os que conosco convivem. Sem Jesus falamos o que não convém, o que não edifica; fazemos coisas que impedem nosso crescimento no Reino de Deus e, consequentemente, nossa comunhão com Deus e com os irmãos fica comprometida. Sem adoração a Jesus no Santíssimo Sacramento perdemos muitas graças, muitas bênçãos; e, ainda, não contribuímos para que o Reino de Deus cresça, para que os pecadores se convertam, para que a paz, que é fruto da justiça, reine em nossos corações, em nossos lares, em nossas comunidades, em nossa sociedade e no mundo. Os prejuízos seriam muitos. Poderíamos identificá-los com o que encontramos em Jo 15, se não permanecermos unidos a Jesus. E é dEle mesmo que escutamos este apelo “sem mim nada podeis fazer”(Jo 15, 5).

1.5. QUAL A REGULARIDADE PARA PRATICAR A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Felizmente não existe limite. Sempre que tenhamos tempo disponível e Igreja ou Oratório por perto, aproveitemos para fazer uma visita ao Senhor presente no Santíssimo Sacramento. Especialmente, busquemos a Jesus sacramentado antes da Missa dominical, ou ainda, quando estivermos passando por uma Igreja ou Oratório, sintamo-nos livres para irmos ao encontro do Senhor que alegremente nos aguarda no Sacrário para nos acolher e derramar sobre nós suas graças, seu carinho e seu amor. Quanto mais permanecemos ao lado de quem nos ama mais nos sentimos amados. Quanto mais perto de Jesus no Santíssimo Sacramento, mais nos sentimos amados por ele, e, consequentemente, mais nos sentimos impelidos a amar nossos semelhantes. Segundo Bento XVI “É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar, sobretudo, pela «arte da oração», como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!”. Sigamos o exemplo de tantos santos e santas que “na Eucaristia encontraram o alimento para o seu caminho de perfeição. Quantas vezes eles verteram lágrimas de comoção na experiência de tão grande mistério e viveram indizíveis horas de alegria ‘esponsal’ diante do Sacramento do altar”.(Mane Nobiscum Domine, n.31). Daí que, ainda neste mesmo Documento, somos assim motivados: “A presença de Jesus no tabernáculo deve constituir como que um pólo de atração para um número sempre maior de almas apaixonadas por Ele, capazes de ficar longo tempo escutando a voz e quase que sentindo o palpitar do coração” (Mane Nobiscum Domine, n. 18). Neste mesmo documento, no nº 30, dirigindo-se especialmente aos consagrados e consagradas, João Paulo II faz um veemente convite, dizendo: “Jesus no Sacrário espera por vós junto d´Ele, para derramar nos vossos corações aquela experiência íntima da sua amizade que é a única que pode dar sentido e plenitude à vossa vida”. Acolhamos nós também esse amável convite e não hesitemos em correr ao encontro do Senhor para permanecermos em oração diante d’Ele.

1.6. QUEM PODE E QUEM DEVE PRATICAR A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Podem e devem praticar a adoração ao Santíssimo Sacramento todos os que acreditam na presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia e querem viver uma experiência de intimidade com o Senhor ressuscitado. A adoração eucarística é um prolongamento da celebração da Missa, de tal forma que ficará faltando alguma coisa para quem realiza sua adoração e não participa da Missa, especialmente aos Domingos, pois “A celebração eucarística é, com efeito, o coração do Domingo”. Poderíamos dizer, então, que somente quem celebra o Domingo, com sua participação na celebração da Missa, pode realmente adorar o Senhor no Santíssimo Sacramento, a não ser que se esteja impedido, por algum motivo, de participar da celebração dominical. A adoração eucarística é um exercício espiritual, pessoal ou comunitário, que nasce da celebração do memorial da Páscoa do Senhor, a Santa Missa, e a este mistério o adorador deve ser conduzido. Então, podemos afirmar que “o verdadeiro adorador é alguém que participa plenamente da Ceia do Senhor, onde recebe o Pão da Vida e toma do Cálice da Salvação. Ele consegue, na prece silenciosa diante da Eucaristia, fazer passar pelo coração (recordar) as maravilhas de Deus. É alguém que ama verdadeiramente a sua comunidade eclesial e que não recusa jamais o serviço aos irmãos e irmãs, prolongando, assim, a Eucaristia na vida”. O verdadeiro adorador busca profeticamente construir a comunhão e a unidade na comunidade onde vive e desenvolve sua fé. Quem pratica com devoção e humildade a adoração ao Santíssimo Sacramento vive como os primeiros cristãos, como está registrado no livro dos Atos dos Apóstolos, que eram assíduos à oração, com Maria, mãe de Jesus. E que “Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo”(cf. At 1, 14; 2, 46).


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